Ataques a Neymar



O estafe de Neymar não anda muito satisfeito com a nova comissão técnica da Seleção, mas o jogador e seu pai não irão se manifestar publicamente a respeito. Vão fingir que não estão percebendo as críticas de Alexandre Gallo, Gilmar Rinaldi e Dunga, que avaliam que ele mais atrapalhou do que ajudou na última Copa.

Não é de hoje que Gallo vem dizendo que não gosta de bonés, especialmente quando virados pra trás, e brinquinhos na Seleção, numa clara alusão ao visual do atacante do Barça. Não considera exemplo para a nova geração.

Já Gilmar Rinaldi declarou que o que mais o incomodou no Mundial que o Brasil perdeu em casa foi o time entrar pedindo força a Neymar antes do jogo contra a Alemanha, em alusão à contusão que o craque sofrera contra a Colômbia. Também criticou o fato de a Seleção não apresentar um futebol coletivo e atuar em função de um único jogador.

Dunga, por sua vez, fez coro com os “colegas”. Insiste que o Brasil não pode jogar para Neymar e que é ele que tem de jogar para a equipe. Também tem espinafrado o visual do atleta, que pintou o cabelo durante a Copa.

Para a comissão técnica, a preocupação excessiva com o marketing prejudicou a Seleção, com o que até concordo. Mas não dá para dizer que o boné, os brinquinhos e a tintura no cabelo foram os responsáveis pelo fiasco no Mundial. É um pensamento risível e uma visão estreita da vida e do futebol. Militar, aliás.

Já o clima entre Neymar e a nova comissão técnica do Brasil deve continuar tenso, mesmo que o atacante não reaja aos ataques. Inclusive porque até hoje seu estafe não esquece que Dunga não o convocou para a Copa de 2010, na África do Sul, quando os canarinhos caíram nas quartas, diante da Holanda. E não tem entendido os ataques à principal estrela da Seleção.



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