Os donos da grana



As mudanças tão necessárias ao futebol brasileiro passam pelo bolso. Patrocinadores e parceiros comerciais da CBF deveriam pressionar a entidade a encampar um processo de reformulação de nosso futebol. São eles que injetam a grana, afinal.

A quem interessa uma Seleção que, nas mãos de José Maria Marin e Cia., virou motivo de piada? Um produto desvalorizado, que acaba de sofrer a pior derrota em cem anos de história? A pior. Além de ter colhido uma série de recordes negativos no Mundial no Brasil.

Aos patrocinadores e parceiros da Seleção imagino que não. Quanto mais forte o produto, pelo menos em tese, melhor.

O que será que eles pensam ao ver Gilmar Rinaldi, que até a véspera de ser anunciado coordenador-geral da CBF por Marin, era empresário de jogadores? E que dispensou, por mensagem, aqueles com os quais ainda mantinha vínculos? E que diz que o que mais o incomodou na Seleção que nos seus dois últimos jogos na Copa levou dez gols foi o boné dos jogadores?

E a Rede Globo, que injeta tanto dinheiro no futebol e certamente gostaria de ver um produto melhor, seja a Seleção, seja o Brasileiro, não tem mecanismos para apertar os dirigentes? Porque contente com a situação não pode estar vendo a Seleção alvo de chacota e o Brasileiro com estádios vazios (média menor do que a Major League Soccer, dos Estados Unidos), audiência em queda, baixo nível técnico…

Talvez quando a crise começar a afetar o bolso a cartolagem se mexa. Mas enquanto não o fizer governo (e não só o poder executivo) e sociedade civil têm de se mexer. Porque a Seleção é ou deveria ser um patrimônio público e não privado. Lamentavelmente segue sendo gerida por um grupo que a considera sua propriedade particular e faz dela o que bem entende, como se vivesse num mundo à parte e fôssemos todos imbecis.

Terminada a Copa e ainda à espera de mudanças, que não respondem pelos nomes de Gilmar, Alexandre Gallo e Marin, dou uma pausa e volto a postar no próximo dia 28. Mas até lá, dentro do possível, sigo respondendo os comentários de vocês. Abraço a todos, João Carlos



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