Decepção com Scolari



Acho que Luiz Felipe Scolari tem muitos serviços prestados ao futebol, disputou três Copas, duas delas pelo Brasil, sempre chegou às semifinais, o que não é tarefa simples, não, foi campeão uma vez, ganhou a Copa das Confederações, foi finalista da Euro-2004 com Portugal, feito que até hoje é lembrado no país, mas confesso que fiquei muito decepcionado com o técnico.

Aliás, mais do que com o técnico, com a figura humana. Claro que os 7 a 1 foram gravíssimos, é a pior derrota da história do futebol brasileiro em cem anos de Seleção, mas ainda mais triste achei a reação de Felipão depois do jogo.

Até agora ele age como se fôssemos um bando de idiotas. Desrespeita-nos. Parece achar que somos palhaços. Tenta mostrar que fez bom trabalho na Seleção, que os 7 a 1 foram frutos de seis minutos de apagão, que o Brasil poderia ter marcado dois, três ou quatro gols no início do segundo tempo, encostando no marcador, que o time jogou bem contra a Holanda, apesar dos 3 a 0…

Não dá. Haja arrogância e prepotência. Humildade e educação fazem tão bem ao ser humano… Alemanha e Holanda que o digam.

Depois da coletiva no dia seguinte à derrota para a Alemanha a postura de Felipão, Parreira e Cia. me deixou estupefato. Porque é tão bonito saber perder. E eles não souberam. Como não sabem ganhar. E é por isso que não têm mais meu respeito. Se dissessem que erraram nisso e naquilo, pedissem desculpas sinceras, reconhecessem que a Alemanha e agora a Holanda foram melhores, que mereceram vencer, seria outra história. Mas reagir com arrogância depois dos dez gols da última semana não dá.

Saem com o bolso cheio de dinheiro, devido a salários e campanhas publicitárias, mas sem meu respeito. Respeito que tinha até terça passada e perdi. Não por conta dos 7 a 1, mas, insisto, da reação diante da catástrofe. Não se mostraram líderes. Porque o líder não é aquele que engana comandados, vendendo uma falsa ideia de que estaríamos com uma mão na taça. Líder é o que estuda seus adversários, prepara sua equipe, trabalha, treina, trata os outros com respeito e, em caso de fracasso, reconhece a superioridade do rival.

Essa comissão técnica tem muito a aprender. Muito mesmo. Mas agindo como se estivessem acima do bem e do mal, não vão a lugar nenhum. Triste, muito triste mesmo. E o pior é que não vejo dias muito melhores no horizonte. Muda, Brasil!



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