Os 7 a 1 e os comerciais



Os 7 a 1 da Alemanha, maior derrota da história da Seleção, pegaram todos de surpresa. Ao final do primeiro tempo, com os alemães vencendo por 5 a 0, os publicitários tiveram que mudar campanhas ligadas à Copa e à Seleção em cima da hora. Estavam preparados para uma derrota e tinham material para colocar no ar em caso de sucesso ou insucesso, mas nada preparado para os inimagináveis 7 a 1

Com a dimensão do fiasco, houve patrocinadores e parceiros da CBF que preferiram não se manifestar e analisar o clima, entrando com comerciais “neutros”, sem referência à Copa e aos 7 a 1, e as agências seguem em reuniões para ver qual a melhor estratégia para o final de semana que encerra o Mundial.

Os comerciais de oba-oba desde terça à noite foram retirados do ar e os que serão exibidos amanhã e domingo dependem muito de como o Brasil vai atuar diante da Holanda e de como a torcida irá se comportar.

É certo, no entanto, que a carreira de Luiz Felipe Scolari e Flávio Murtosa como garotos-propaganda está, se não encerrada, pelo menos congelada.

Outros dois que perderam espaço nas campanhas foram Thiago Silva, capitão marcado pelo choro nos pênaltis diante do Chile e por ter perdido o jogo contra a Alemanha por um cartão amarelo infantil, e Oscar, que não foi bem na Copa e desabou após a derrota contra os alemães.

Mesmo David Luiz, que tanto cativou a molecada e deveria aparecer em novos comerciais ligados ao Mundial, deve ter menos espaço na TV. Mesmo tendo mostrado muito comprometimento até o fim do jogo contra a Alemanha e comovido muita gente com seu choro no final, há quem ache que o fato de ter sido capitão daquele time e ainda falhado em três gols não será esquecido tão cedo. Pelo carisma e pela dedicação, no entanto, acho que é um dos que têm futuro na Seleção e também em campanhas publicitárias.

Quem continua com tudo e irá ganhar ainda mais força no mundo da propaganda é Neymar. Publicitários entendem que é o único a sair fortalecido da Seleção, seja pelos quatro gols na Copa, pelo drama da contusão ou mesmo por ter voltado a Teresópolis e resolvido ir a Brasília com o grupo, que está devastado pelos 7 a 1.

Se alguém estava cansado da overdose de Neymar na TV, terá que se conformar. O craque continuará vendendo tudo e mais um pouco na telinha não só por seu carisma mas pela sua história nesse Mundial. Que o deixa, aos olhos de muitos, como único craque e líder dessa Seleção. A esperança isolada para 2018, se bem que sozinho, em futebol, ninguém nada. Mas na TV já é um pouco diferente. Cada um por si e…



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