Gallo na Seleção



Os 7 a 1 que levamos da Alemanha não abalaram apenas o trabalho de Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira. Quem perde força na Seleção e na CBF é Alexandre Gallo, que comanda as divisões de base da entidade.

José Maria Marin cogitava coloca-lo como técnico da equipe principal depois da Copa, dando um cargo de diretor a Felipão depois do Mundial, caso, claro, o Brasil ganhasse o hexa.

Com a humilhante derrota diante dos alemães, a maior da Seleção em cem anos de história, Gallo corre o risco de nem continuar trabalhando na base.

Pegou muito mal na CBF o fato de ter sido ele o principal observador dos adversários do Brasil e apontado como um dos responsáveis pela escalação de Bernard contra a Alemanha.

Pegou muito mal também Felipão ter deixado escapar na coletiva de ontem que a comissão técnica não imaginava que nossos adversários estivessem tão bem preparados.

Não acho que o Brasil perdeu porque Bernard começou jogando em lugar de Neymar. Eu defendia que usássemos três volantes para fechar o meio-campo, mas também me perguntava o porquê de não podermos começar com o atacante em lugar de Neymar, já que às vezes um pouco de ousadia faz bem. Ou pode fazer.

O fracasso de anteontem não tem um único responsável nem uma única explicação. É muito difícil entender como levamos quatro gols em seis minutos, afinal não estamos falando de um time amador, mas de um profissional e disputando semifinal de Copa do Mundo. De uma Seleção Brasileira. Seleção que precisa ficar em melhores mãos. Nas de uma nova comissão comandada por um técnico estrangeiro, que inicie um trabalho de médio e longo prazo. Quando escuto falarem em Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo ou mesmo Tite confesso que fico assustado. E já pesaroso.



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