A lição holandesa



A Holanda voltou, mais uma vez, a deixar uma lição ao mundo numa Copa, como já havia feito em 1974, quando nos brindou com a Laranja Mecânica.

Sua equipe nesse ano também não tem posição fixa, quando vemos a escalação não sabemos ao certo onde dado jogador vai atuar, que espaço irá ocupar no campo, o que irá fazer, enfim.

A marca dos holandeses nesse Mundial, como já aconteceu em outros também, é a versatilidade. E o fator surpresa para os adversários.

Seu polêmico treinador Louis Van Gaal, que vive às turras com a imprensa, deixa uma lição que deveria ser pelo menos avaliada pelos demais. Que uma seleção não tem apenas 11 jogadores, mas 23. Todos sabem disso, claro, mas apenas na teoria, porque nas demais os coadjuvantes acabam tendo papel muitas vezes apenas decorativo.

Na Holanda não. Tanto que Van Gaal já usou 21 de seus 23 convocados nessa Copa. Sim, 21. Pois cada um tem um papel que muda de acordo com as circunstâncias. Todos são úteis, de um jeito ou de outro.

Que o diga o goleiro reserva Tim Krul, que ainda não havia jogado nesse Mundial e entrou nos instantes finais da prorrogação contra Costa Rica. Com a única finalidade de defender pênaltis. Pegou duas cobranças e ajudou a levar os holandeses à semifinal contra a Argentina.

Van Gaal já deu provas de que conhece muito bem sua equipe. Muito bem mesmo. Uma Holanda para entrar na história, mesmo com dificuldades aqui e acolá e falhas também, como mostrou contra a Austrália, na primeira fase, e mesmo nas quartas de final, num sufoco danado diante de Costa Rica, que deixou o torneio invicta. Mas enfiou 5 na Espanha, virou de uma maneira incrível contra o México no jogo das oitavas e tem um futebol alegre, aberto, ofensivo, bonito de se ver.

Que sirva de lição e inspiração para as demais. Se não para essa Copa, para as vindouras.



MaisRecentes

O discurso de Tite



Continue Lendo

A reeleição de Galiotte



Continue Lendo

Cadê os patetas?!?



Continue Lendo