Por um bom jogo



Escrevo antes da partida decisiva de logo mais contra a Colômbia, claro. E com uma questão em mente. A pressão sobre a Seleção Brasileira tem sido grande justamente porque até agora o time não fez um bom jogo na Copa, uma partida que pudéssemos lembrar com gosto, ou seja, ainda deve uma bela atuação.

Quando Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira insistem no discurso de que estamos com uma mão na taça e que a única coisa que interessa é isso, ganhar ou ganhar, acabamos nos distanciando da essência do futebol brasileiro. Que até deve jogar por prosa, mas não pode se esquecer da poesia.

Houve grandes seleções na história que não foram campeãs e até hoje fazem parte do imaginário popular, como a Hungria em 1954, a Holanda em 74 e o Brasil (de Telê Santana) em 82, sem falar no mesmo Brasil em 50. Foram equipes que fizeram jogos que são sempre lembrados, pois tiveram atuações históricas.

Nessa Copa ainda precisamos de um grande jogo, pelo menos um. É por isso que estamos devendo. E sendo cobrados.

A Argentina, que não vence Mundial desde 1986, adotou um futebol pragmático e também está devendo, é outra que está na base do vencer ou vencer, mas outras seleções, não.

A Alemanha tem na bagagem (e terá pra sempre) os 4 a 0 em Portugal, a França, os 5 a 2 na Suíça, a Colômbia, os 2 a 0 no Uruguai, a Holanda, os 5 a 1 na Espanha, e Costa Rica e Bélgica festejam, assim como os colombianos, o fato de estarem nas quartas.  Os costa-riquenhos tendo despachado dois campeões mundiais no chamado grupo da morte, a Bélgica com quatro vitórias até aqui, uma delas na prorrogação, após ter dado tremendo sufoco nos Estados Unidos.

Que hoje, contra a Colômbia, um time mais solto, que joga e normalmente deixa jogar, nosso futebol finalmente apareça.

Que ganhemos e convencemos, pois só assim entraremos mais soltos nas semifinais. Pelo menos um bom jogo a Seleção deve a seu torcedor. Um jogo que, infelizmente, não vimos nas quatro primeiras partidas e espero sinceramente ver logo mais.



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