Scolari quer trégua



O técnico Luiz Felipe Scolari anda preocupado com o abalo emocional dos jogadores. Até por conta disso chamou alguns jornalistas para uma reunião, já que as críticas às atuações da Seleção estariam desestabilizando seus atletas.

Relatos de quem participou do encontro indicam que o treinador, que publicamente tentava manter o discurso de que o time não vinha mal e estava evoluindo, reconhece problemas técnicos e táticos, além dos emocionais.

Felipão pediu socorro à psicóloga Regina Brandão, que iria a Teresópolis conversar com os jogadores, especialmente os mais abatidos, caso de Thiago Silva, muito criticado por não ter tido postura de capitão na hora dos pênaltis.

Ele elogiou muito David Luiz, que é quem, na prática, tem exercido o papel de líder da Seleção.

O técnico não tem conseguido fazer seus jogadores atuarem mais relaxados. A pressão é tanta que a bola chega a queimar nos pés de alguns, como já aconteceu com Paulinho, Oscar, Willian, Jô e o próprio Fernandinho, entre outros.

O curioso é que o primeiro a jogar pressão em cima do grupo foi Carlos Alberto Parreira, que na primeira coletiva após a apresentação do grupo para a preparação para o Mundial disse que a taça de campeão seria do Brasil, adotando o discurso do favoritismo absoluto da Seleção.

Na prática, com um equilíbrio muito grande entre as principais equipes, caso de Holanda, Alemanha e França, e atuações inesperadas de muitos azarões, como Costa Rica, México, Chile, Colômbia, Nigéria e Argélia, fica complicado apontar um grande favorito do torneio.

Embora eu ainda ache que o Brasil siga com condições de ser campeão e passar sexta pelos colombianos, há muita coisa a ser acertada até lá. Inclusive na parte tática.

Sem Luiz Gustavo, suspenso, para o confronto das quartas, a tendência é o técnico entrar com Fernandinho e Paulinho juntos no meio.

Paulinho ganhou pontos com sua atitude na hora das cobranças de pênaltis, quando Thiago Silva ficou sentado em cima da bola, sem conversar com os demais, e ele passou a incentivar os batedores.

Não está descartada a saída de Daniel Alves para a entrada de Maicon nem outras possíveis alterações. Agora Felipão tem dito que tudo é possível e, pelo jeito, não quer morrer abraçado com uma ideia nem apostar tanto na sorte e nas traves, como aconteceu contra o Chile.



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