Novos gritos



Se o Brasil não foi o que esperávamos na primeira fase e rendeu abaixo do que podia, nossa torcida, como cheguei a escrever no diário LANCE!, também. Pelo menos quando o assunto é o apoio à Seleção.

Ok que o hino do jeito que está sendo cantado é bacana, foi até copiado por outros países, emocionou na Copa das Confederações e na abertura do Mundial (em Fortaleza emocionou também), mas não podemos depender só dele pra ganhar o jogo. Em Brasília o que deixou de ser novidade perdeu até um pouco de força…

O time tem que voltar a jogar bola e a torcida, apoia-lo durante o jogo. Como fazem mexicanos, argentinos, chilenos, uruguaios…

Aquele cântico, o tal “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, tenho insistido em dizer, é pra baixo, enfadonho, cansativo e até deprimente.

Com a riqueza de nossa música popular será que não temos a criatividade pra inventar ou recuperar algum outro?

O próprio “explode coração na maior felicidade”, por exemplo, é muito melhor e pra cima. Mas tem que aparecer em momentos em que o time está bem.

Quando não está, há marchinhas, outras letras e cânticos, enfim, que podem ser usados para incentivar o time.

Se a equipe tem que mudar um pouco o repertório contra o Chile para vencer e convencer, a torcida também tem que alterar o seu. Se não, será engolida pelos chilenos, acostumados a torcer. Nossa galera na Copa, formada por quem tem dinheiro e vai pra ver e ser visto, não costuma frequentar estádio, pelo menos boa parte dela, não, tem que usar a criatividade também. E inovar.

Chega daquele “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Eu, pelo menos, já cansei dele há muitas e muitas Copas.



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