Fernandinho ou Paulinho?



Muita gente na mídia e torcedores em geral têm defendido a entrada de Fernandinho no lugar de Paulinho. Não sou contra, acho uma ideia e, como tenho defendido, o Brasil tem que mudar seu repertório pra subir de produção, passar pelo Chile e ir avançando até a final, em 13 de julho.

Apenas acho que colocar Fernandinho em lugar de Paulinho por si só não resolve nossos problemas, que são muitos e apareceram nos três primeiros jogos da Copa.

Um dos principais, talvez, seja o aspecto emocional. O time tem entrado muito afobado em campo, desespera-se em alguns momentos, rifa a bola da defesa para o ataque e não pode ficar apenas nos lances de genialidade e oportunismo de um único atacante, que todos sabem qual é.

Fernandinho deu outra movimentação ao meio-campo ontem, mas entrou no segundo tempo, quando Camarões já se sentia derrotado e estava atrás no marcador. Entregue. Temos que lembrar disso também.

Ontem, mais uma vez, Daniel Alves não foi bem. Mas é talentoso, sabe jogar bola e pode mudar de postura para a próxima partida. Ou, em caso de avançadas do lateral, a defesa e o meio-campo acertarem a marcação, algo que não aconteceu no primeiro tempo diante de Camarões.

Ninguém precisa morrer abraçado com uma ideia, Carlos Alberto Parreira e Luiz Felipe Scolari sabem disso. Mas também podemos viver agarrados a uma convicção. Ou não?

Sou dos que acham que Felipão vai mexer na equipe, mas prefiro não palpitar sobre a saída de A ou B. Apenas acho, e isso quero colocar aqui que, os jogadores não precisavam folgar tanto, ficar tão em contato com familiares e amigos, arrumando ingressos pra todos e preocupando-se com questões de logística para que acompanhem o jogo, em Brasília ou agora em Belo Horizonte. O foco deveria ser outro.

Um trabalho mais bem feito na parte emocional é necessário e em alguns casos parentes e amigos mais desestabilizam do que estabilizam certos atletas. Ronaldo, na Copa de 1998, que o diga.

A insegurança do time , enfim, é visível e reconhecida por alguns jogadores, mesmo que nas entrelinhas.

Que o segundo tempo diante do combalido Camarões, certamente uma da piores seleções da Copa, com três derrotas, 11 gols sofridos (dois deles mal anulados diante do México) e só um marcado (no Brasil) e uma cisão interna impressionante, sirva para dar um pouco de tranquilidade ao grupo.

Ainda acredito que pelo Chile, que ontem mostrou fragilidade diante da Holanda e pecou na defesa, que é baixa pacas, passaremos. A Copa continua pra gente. Pelo menos até sábado, mas espero que até dia 13, quando jogaremos (torço pra isso) no Maracanã. Mas temos que jogar mais e melhor do que apresentamos nessa primeira fase. Ou não?



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