Segurança falha em SP



Não é só o esquema de segurança no Rio, por conta de tumultos no Maracanã e arredores nos jogos de Argentina e também do Chile, que será reforçado e repensado para os próximos jogos da Copa. O de São Paulo, também.

Causou perplexidade a falha da polícia que não se mexeu nos protestos da última quinta-feira, deixando o Movimento Passe Livre agir tranquilamente na capital paulista. A manifestação iniciada pelo grupo no feriado de anteontem terminou com ações de vândalos mascarados que depredaram e atacaram agências bancárias, concessionárias de automóveis, casas e edifícios residenciais e comerciais, pichando vários deles.

A polícia, que teria feito uma espécie de pacto com o MPL, eximiu-se, deixando que patrimônio público (orelhões também foram atacados) e privado fosse destruído, o que é um absurdo.

O caso deixou a Fifa e o governo federal perplexos, inclusive porque segunda teremos, antes de Brasil x Camarões, em Brasília, Chile x Holanda na Arena Corinthians. De lá sai o adversário da Seleção, que tem tudo para passar por Camarões, nas oitavas de final e é esperada nova invasão chilena, como já aconteceu no Rio.

Depois disso ainda teremos Coreia do Sul x Bélgica, dia 26, em SP, e outro jogo de risco, no dia primeiro, quando o primeiro do grupo da Argentina, que devem ser nossos vizinhos, pegará o segundo da chave da França, que tende a ser Suíça (ou Equador).

O governador Geraldo Alckmin admitiu rever a estratégia de segurança pública em São Paulo, como querem Fifa e governo federal e certamente boa parte da população. Mas não deveria ter feito isso há tempos? Os protestos e o vandalismo, com prejuízo público e privado, não acontecem de hoje. E com a Copa os grupos contra o Mundial seguem depredando e vandalizando aqui e acolá. Não podem seguir agindo livremente. Quem paga a conta?



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