Corinthians na Copa



O Corinthians esperava usar o Mundial para fazer negócios e, mais especificamente, finalmente vender os chamados “naming rights” de sua arena em Itaquera. As conversas com um grupo dos Emirados Árabes, no entanto, continuam, mas não têm prazo para terminar.

Entre os entraves está o preço pedido pelo clube paulista, que quer repassar os direitos de nomear o estádio por R$ 400 milhões, valor que os árabes até agora não aceitaram.

Outra questão é como ficará o país e especialmente nosso futebol pós-Copa. O Corinthians chegou a perder mais de 10 mil sócios-torcedores nesse ano, já que muitos que moram longe de Itaquera e estariam órfãos do Pacaembu não estariam certos se poderão acompanhar o time como faziam antes.

O perfil do torcedor corintiano que vai a campo deve sofrer alterações pela localização da nova arena, que é periférica e não central como o estádio municipal. Numa cidade com os problemas de mobilidade urbana como São Paulo trata-se de um ponto relevante.

O clube ainda não definiu uma política de preços para seus jogos na Arena Corinthians pós-Mundiais, quando existe o temor de uma grande ressaca futebolística se a Seleção fracassar em casa.

Muito mais complicada que a do Timão, porém, é a situação de outros quatro estádios. As de Brasília, Cuiabá, Manaus e Natal.

Apesar de o governo federal lembrar que são multiuso, recebendo shows, cinemas e salas comerciais, seus custos de manutenção tendem a superar as receitas, já que nenhuma das quatro cidades tem times na divisão de elite e, fora da Copa, dificilmente elas reúnem público superior a 10 mil pessoas em jogos de futebol.

Segue, enfim, forte o risco de termos quatro elefantes brancos depois do Mundial, um assunto que ainda vai dar o que falar.



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