A defesa da Seleção



Na véspera da abertura da Copa a defesa brasileira transformou-se no setor mais questionado da equipe. Especialistas e adversários veem buracos ou verdadeiras avenidas lá atrás e apontam o sistema defensivo como o ponto fraco do Brasil.

Não vejo assim. Daniel Alves e Marcelo são ótimos laterais, apoiam muito, é verdade, mas não precisam avançar ao mesmo tempo e podem atacar quando necessário desde que a cobertura seja feita com eficácia e eficiência.

Considero os dois zagueiros titulares, Thiago Silva e David Luiz, muito talentosos também, como já mostraram na Copa das Confederações e nos principais torneios de clubes da Europa. São craques e determinados. Garra não lhes falta. E ainda têm o apoio do competente Luiz Gustavo.

Pra mim nossa defesa está muito bem servida, o que não quer dizer que não haja riscos. No futebol sempre há. Uma saída errada de bola e o adversário pode largar na frente.

Lá atrás temo apenas por Henrique, que Luiz Felipe Scolari convocou por ser seu homem de confiança. Mas a ideia é que fique na reserva. Em campo não o vejo no mesmo nível dos titulares (nem próximo deles, aliás, embora possa estar equivocado).

E o papel de Júlio César, ainda mais depois de ter falhado contra a Holanda em 2010, no jogo que eliminou a Seleção da última Copa, é difícil pacas. Como o de todo goleiro. Haverá muita pressão, comparações com Barbosa, o goleiro do primeiro Mundial do Brasil em casa, críticas por jogar em um time fraco, lá no Canadá, contestações… Mas haveria com outros goleiros também.

Torço muito por ele. E por toda a defesa brasileira. Aliás pelo meio-campo e ataque também. Espero que comecemos a Copa amanhã com o pé direito.



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