Copa dos sul-americanos



Em um ponto concordo com o presidente da CBF, José Maria Marin. A Copa de 2014 tem tudo para ser o Mundial dos sul-americanos.

O Brasil surge como favorito por jogar em casa e ter um time muito forte, experiente (apesar de muitos estarem debutando em Copas) e acostumado a jogar contra os melhores da Europa, já que temos uma legião estrangeira. Se engrenar como aconteceu na Copa das Confederações, pode ir longe e até abocanhar o título.

A Argentina, que pegou o grupo mais fácil da primeira fase, terá mais de 20 mil torcedores a incentiva-la, tem um bom elenco, muita garra e Messi, pra mim o segundo melhor jogador em atividade, perdendo apenas para o português Cristiano Ronaldo. É outra que tem condições de avançar até a final.

Uma seleção que pode surpreender é a chilena no grupo B. Todos falam em Espanha e Holanda, mas se fosse arriscar duas prováveis decepções na Copa citaria ambas. Duvido que repetirão a campanha de 2010, quando chegaram à final, embora possa, claro, queimar a língua. Acredito que o Chile, nessa chave, pode se classificar às oitavas de final, eliminando de cara uma das duas seleções europeias. O problema é que na fase seguinte, eliminatória, já corre o risco de pegar o Brasil.

Outro sul-americano que tende a dar trabalho é a Colômbia, que tem todas as condições de se sobressair no grupo C, pegando Grécia, Costa do Marfim e Japão.

Mesmo o Equador acho que consegue a segunda vaga no grupo E, que tem ainda França, Suíça e Honduras. Mas se passar como segundo nas oitavas já deve pegar, em Itaquera, a Argentina.

A grande incógnita, para mim, é o Uruguai, que caiu no grupo mais difícil do Mundial, pelo menos em tese. É uma seleção que admiro muito, sempre imprevisível, que entra em todo jogo como se fosse de vida ou morte,  mas ainda assim aposto que passam Inglaterra e Itália para as oitavas e não os uruguaios (nem os costarriquenhos).

Enfim, são palpites, porque em torneio de tiro curto e marcado pela imprevisibilidade, contexto, aspecto psicológico e até sorte e/ou acaso, muita coisa pode acontecer. Muita coisa mesmo. E é essa a graça do futebol, muito mais empolgante, a meu ver, do que o basquete, onde a lógica costuma prevalecer. E as zebras e surpresas são raras.



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