Dilma e o “Itaquerão”



O Corinthians pediu à Presidência da República que, ao se referir ao estádio do clube, não o trate mais por “Itaquerão”, como Dilma Rousseff vem fazendo.

Mas de nada adiantou. A presidente segue chamando-o pelo apelido e não de Arena Corinthians, como quer o Timão.

A explicação de Dilma é simples. Ela acha que o apelido não tem nada de jocoso, é uma homenagem bonita ao bairro de Itaquera, que ganhou uma belo estádio, além de já ter se popularizado na boca do povo, o que, convenhamos, faz sentido.

Continua, portanto, tratando-o por “Itaquerão”, inclusive nas entrevistas para tentar melhorar a imagem do governo e da Copa no Brasil.

O Corinthians, porém, insiste que a imprensa e as autoridades não devem se referir ao estádio pelo apelido pois isso pode atrapalhar a venda dos “naming rights”, algo que o clube tem tentado negociar, até aqui em vão, há mais de dois anos.

O receio é que se todos chamarem a arena pelo apelido ficará mais complicado vender o direito de nomear o estádio para uma grande empresa, já que ela corre o risco de pagar e não levar se a maioria continuar se referindo ao estádio pelo apelido.

Assim como Dilma, parte da imprensa insiste em chamar o estádio de “Itaquerão”, caso da “Folha”, por exemplo, mas não do LANCE”, que acatou o pedido do clube e passou a trata-lo de Arena Corinthians.

Para a Fifa, porém, nem um nem outro. A entidade que dirige o futebol mundial chama o estádio de Arena de São Paulo.

Vale lembrar que Andrés Sanchez, ex-presidente corintiano que negocia pessoalmente os “naming rights”, é do mesmo partido de Dilma. E deverá ser candidato a deputado federal pela legenda em SP a pedido do ex-presidente Lula. Que espera que seu companheiro consiga mais de 1 milhão de votos no estado e ajude na campanha de Alexandre Padilha a governador.



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