Nova sede pra 2022



Ingleses e franceses dão como certo que a Copa de 2022 não será no Qatar.

No domingo a imprensa britânica revelou que o país pagou a membros do Comitê Executivo da Fifa a fim de ganhar a eleição que determinou a sede do Mundial de 2022.

Entre os acusados de receber grana está Ricardo Teixeira, que comandava a CBF.

Até presidentes de federações nacionais que não votavam para escolher a sede mas eram influentes no Comitê Executivo teriam recebido agrados.

O Brasil, que, antes de ser escolhido para abrigar a Copa de 2014, sonhou receber torneios anteriores, chegou a realizar amistosos na década retrasada contra países cujos presidentes de federações, mesmo não fazendo parte do Comitê Executivo, tinham força no colegiado e podiam assegurar votos ao país.

É muito diferente, no entanto, da acusação que pesa contra o Qatar, que configuraria corrupção e deve obrigar a Fifa a fazer nova votação.

Para ingleses e franceses, além da denúncia de compra de votos, pesa em favor de uma outra votação a percepção pela própria Fifa de que fazer a Copa no Qatar é inviável.

Além da falta de tradição esportiva do país, o forte calor de junho/julho é um ponto contrário ao país do Oriente Médio. A ideia de mudar o período de realização do evento chegou a ser cogitada, mas grande parte dos países europeus é contra.

Os Estados Unidos, um dos derrotados pelo Qatar, há tempos faz lobby em Zurique para receber o Mundial de 2022.

Mas certamente terá disputa. A Inglaterra, derrotada pela Rússia para abrigar a Copa de 2018, quer concorrer pela de 2022. E a Austrália, que perdeu com norte-americanos e japoneses a disputa com o Qatar, também será candidata.

A decisão de fazer nova votação só deve ser anunciada após a Copa no Brasil, que tanta dor de cabeça tem dado à Fifa. Mas a de 2022, se mantida no Qatar, tende a dar problemas ainda maiores à entidade que dirige o futebol mundial. Bem maiores, aliás.

E vale lembrar que Michel Platini, cujo nome foi envolvido no escândalo, assim como o de Zinedine Zidane, um dos embaixadores da candidatura do Qatar, têm preferido o silêncio, embora o primeiro, em ocasiões anteriores, tenha negado ter recebido um centavo dos árabes para apoiar sua candidatura por 2022.



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