O enterro da Lusa



Reproduzo abaixo coluna que publiquei anteontem no diário LANCE!:

“Enquanto as atenções começam a se voltar para a Copa e tudo o que ela envolve dentro e fora dos gramados, gostaria de retomar um assunto que considero importantíssimo. Trata-se do caso Lusa, que continua envolto em mistérios. A diretoria do clube segue devendo explicações. À torcida, à imprensa e à sociedade em geral.

Sigo impressionado com a incompetência de seus dirigentes, pois o presidente Ilídio Lico tem feito uma atrapalhada após a outra.

Descumpriu o que recomendava seu então vice-presidente jurídico, Orlando Cordeiro de Barros, e colocou o time em campo na estreia da Série B para retirá-lo em seguida, com 17 minutos de jogo.

Desmontou o elenco e a equipe tem apresentado um futebol de Série Z.

Subserviente aos poderosos caciques da CBF, tenta agradá-los até não poder mais, abaixando a cabeça como se em determinados momentos não fosse necessário confrontar quem está no poder.

Teve sondagem do Audax para uma parceria e um dos principais executivos de um dos maiores bancos do Brasil mostrou interesse em trabalhar melhor o Canindé, o time profissional e as categorias de base da Lusa, mas nada. Haja incapacidade de negociação!

Fora tudo isso, a atual diretoria ainda não mostrou nenhum relatório das apurações internas que dizia fazer sobre a escalação do jogador Héverton, que culminou na perda de quatro pontos e no rebaixamento do time no tapetão para a Série B.

Aliás, o Ministério Público também deve explicações.

A quantas andam as investigações? Havia mesmo indício de suborno para a Lusa ter escalado Héverton nos últimos minutos do jogo contra o Grêmio? Se sim, quem recebeu e quem pagou? Quais as portas do suposto “´negócio”? Porque, se houve suborno, as duas partes deveriam ser punidas severamente. E quem o MP está ouvindo ou já ouviu?

Até hoje não está claro quem comunicava o técnico sobre jogadores que seriam julgados e os que estavam suspensos. Era a diretoria de futebol? E quem a comunicava era o jurídico?

O que Guto Ferreira, que comandou o time no fatídico jogo contra o Grêmio e hoje está no Figueirense, pode dizer sobre o caso? Quem o informava dos julgamentos e das suspensões? Alguém disse que Héverton podia jogar?

E o próprio Héverton, que na semana anterior de anunciar que estaria que estaria encerrando carreira afirmava estar feliz da vida no Paysandu? O que se passa com ele? Não pode contribuir com as investigações, se é que há alguma de fato em andamento?

Sobre a diretoria anterior, que deve tantos esclarecimentos sobre o imbróglio que meteu o clube, sem palavras.

Manuel da Lupa, que até agora tem se omitido até não poder mais, literalmente enterrou o clube.

A continuar nas mãos dessa turma que “comanda” a Lusa, a Portuguesa vai mesmo seguir o caminho do América-RJ, Guarani e tantos outros ladeira abaixo.

É um sofrimento para seu torcedor, que deveria ser poupado da tortura que é ver esse arremedo de time jogar. Dá vontade de sugerir que atue na várzea, onde há campeonatos mais organizados que os da CBF.” 



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