O discurso de Lula



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu sair em defesa do governo e rebater as críticas contra o excesso de gastos públicos para a realização da Copa.

Diz não temer os protestos nas ruas, lembrando que vivemos em uma democracia, e esperar que o Brasil, diferentemente de 1950, ganhe a Copa em casa.

Se vencer, acha que o país fará uma tremenda festa mas se perder aí sim diz que o povo irá às ruas reclamar.

Sua linha de pensamento (ou discurso) é de que o principal é o Brasil não dar o que chama de “vexame de 1950”, quando perdeu a final para o Uruguai em pleno Maracanã.

Discordo do ex-presidente, inclusive porque não acho que demos vexame em 1950. A seleção chegou à decisão depois de arrasar a Espanha, uma atuação histórica do Brasil, e acabou fracassando na última partida, quando entrou como favoritíssima ao título e deixou escapar uma conquista dada como certa.

Perder em campo faz parte do jogo. O que não deveria fazer parte era essa bagunça na organização, tudo deixado para a última hora, a notícia de que seis estádios da Copa terão falhas na internet e no serviço de dados, os custos subindo a cada dia, elefantes brancos para administrar depois e um legado muito menor que o esperado a um preço muito maior.

Lula diz que não ter ideia de quanto dinheiro vai entrar por conta do Mundial e que isso não importa, o que interessa é “o Brasil mostrar sua cara do jeito que é”.

E continua dizendo que dois dos momentos de maior alegria de seus governos foram quando o país foi escolhido sede da Copa, em 2007, e depois da Olimpíada, em 2009.

Não sei se Fifa e COI ainda pensam assim, nem mesmo boa parte do povo brasileiro. Tampouco, confesso, acho que Dilma Rousseff pense assim. Ficou com um baita abacaxi em mãos em ano de eleição.

E apesar de ela insistir que faremos a Copa das Copas, continuo com minhas dúvidas. Acho que em campo talvez sim, mas fora dos gramados sigo cético, vendo o descalabro que virou a organização do evento. Ou seria desorganização?



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