O erro do Verdão



O Palmeiras ferve após a confusão que envolveu as negociações com Alan Kardec, que acabaram fracassando.

Entendo a postura de Paulo Nobre, de relações cortadas com a nova diretoria são-paulina, leia-se Carlos Miguel Aidar, por ter atravessado as conversas entre o Verdão e o atacante, mas conselheiros e torcedores do Palmeiras reclamam da postura do próprio Palestra, que errou na condução do negócio.

E o fracasso tem um nome: José Carlos Brunoro.

O estafe de Alan Kardec reclama que, depois de ter acertado com o Benfica e definido um salário para o atleta, que receberia uma parte fixa e outra variável, de acordo com a produtividade, o Palmeiras, por meio de Brunoro, mudou de ideia e reduziu a oferta.

Apesar de não ter sido uma redução substancial, acabou azedando a relação com o jogador, que passou a negociar com o São Paulo.

Com Valdivia dia sim, dia não no departamento médico e sem Alan Kardec, a aposta do Verdão para o Brasileiro acaba sendo  o goleiro Fernando Prass, que virou xodó da torcida. Mas é pouco.

Após a derrota de sábado para o Fluminense e a saída do atacante, o clima no Palestra piorou. Sobram críticas à qualidade do elenco e à manutenção de Gilson Kleina como técnico no Brasileirão.

Defendo a política de Paulo Nobre, que tem se preocupado com as finanças e tentado não fazer loucuras, vislumbrando também o médio e o longo prazo, mas futebol é ingrato.

No caso Alan Kardec, apesar de Nobre ter detonado o jogador, lembrando que no ano passado ele era mal visto e acabou reabilitado no Verdão, o fato é que o atleta havia virado destaque do time, valorizando-se, portanto, e tornando-se queridinho da galera. Sua saída, confirmada oficialmente ontem fará falta.



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