Quinto dos infernos



A Lusa segue fervendo e Ilídio Lico, acuado por conselheiros, parte da diretoria e torcedores a continuar lutando pela vaga na Série A, teria até ameaçado deixar a presidência do clube, alegando que não aguenta mais a pressão.

Acusado de covardia por muitos no Canindé, ele defendia a tese de que o time deveria jogar sexta contra o Joinville para não contrariar os interesses da CBF nem da TV, com medo da reação de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.

Orlando Cordeiro de Barros, seu então vice-jurídico, porém, insistia que a equipe não podia nem pensar em entrar em campo e tinha que acatar liminar de um torcedor na Justiça comum que reconduzia o clube à divisão de elite.

Diante da divergência, Cordeiro pediu demissão e Lico mandou o time entrar em campo.

Dada a revolta que a decisão de desobedecer a determinação judicial e disputar a Série B causou no Canindé, o presidente teria recuado e a equipe, então, saído de campo.

Segundo Lico, porém, ele só voltou atrás após visita de um oficial de Justiça em SP com ameaça de prisão caso o jogo não fosse interrompido.

Alegando que o clube está asfixiado pela CBF, cheio de dívidas e beirando a inadimplência, ainda na sexta o presidente chegou a dizer que não aguentava mais o abacaxi que herdou de Manuel da Lupa, seu antecessor que comandava a Lusa no Brasileiro do ano passado.

Apesar de Lico defender que o clube se componha com a CBF e pare de brigar, a disputa deve esquentar porque novos torcedores ameaçam ir à Justiça.

O Figueirense, que a própria CBF reconhece ter usado jogador irregular na Série B do ano passado, não recebeu punição, ao contrário do que aconteceu com a Lusa, e tem sua subida para a Série A questionada pelo Icasa.

Com decisões judiciais divergentes desde o início, o imbróglio jurídico continua e pode levar anos para ser resolvido.

E o Ministério Público, que diz estar investigando o caso, até agora não esclareceu nada. Há muitos questionamentos no ar, alguns levantados pelo próprio MP, que no início teria visto indício de suborno, mas aparentemente não sabe, se houve negociata mesmo, quem pagou, quem recebeu…

Sobram perguntas, faltam respostas, e a credibilidade do futebol brasileiro fica cada vez mais em xeque.



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