O desabafo de Juvenal



Entre erros (muitos, especialmente no último mandato) e acertos, Juvenal Juvêncio deixa a presidência do São Paulo com uma visão pessimista do futebol brasileiro.

Apesar de ser amigo de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero acha inconcebível a eleição da CBF ter candidato único e a entidade estar acima do bem e do mal, sem fiscalização de um órgão como o Tribunal de Contas da União ou algo do gênero.

Vê a seleção cada vez distante do chamado torcedor comum e acha que ela pode ter problemas não só nessa Copa como nas futuras, quando talvez nem entre mais como uma das favoritas.

Sobre a situação dos clubes brasileiros sua visão é ainda pior. Em entrevista à “Folha”, foi muito claro. Chegou a dizer que “o futebol está liquidado (porque) paga o que não pode pagar”. E disse que “não adianta falar que os clubes não quebram porque sempre tem uma sexta-feira na vida da gente”, referindo-se a um dia mais complicado.

Disse que o futebol está no estado calamitoso em que se encontra devido à má gestão, porque “os dirigentes atropelam a razão (e) não vamos sobreviver do modo como está”.

Sobre o Brasileiro deste ano tem dito a interlocutores que deve ser pior do que o do ano passado. Aposta em queda de receitas e público fraco, perda de credibilidade pelo imbróglio que marcou o desfecho do de 2013, falta de interesse, poucas novidades em termos de reforço, um provável fracasso, enfim.

Na saída, Juvenal mostra momentos de lucidez. Que deveriam servir de alerta para os demais dirigentes. Mas pelo jeito eles não esperam uma sexta-feira ou um dia ruim e acham que, mesmo gastando o que não têm, uma hora o governo socorre e os salva da agonia. Será? Espero que não. Porque eles deveriam ser um pouquinho mais responsáveis, o que, convenhamos, parece difícil. O Botafogo, que atravessa uma das maiores crises econômico-financeiras de sua história, que o diga. Mas não só ele, não só ele…



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