Salários e abacaxis



Salários considerados irreais de alguns atletas têm dado muita dor de cabeça a clubes de elite no Brasil, que têm dificuldades para banca-los e mesmo, por conta deles, de se desfazer de jogadores que não interessam mais.

Casos são inúmeros. Emerson Sheik, no Corinthians, ganha, segundo a direção do clube, cerca de R$ 500 mil mensais, o que complica sua negociação.

Mesmo o Timão se comprometendo a bancar metade do salário de Sheik em outra agremiação, como aliás já faz com Alexandre Pato, no São Paulo, o atacante vinha dizendo que só iria para um clube que não atrasasse seus vencimentos.

O Botafogo, principal interessado no jogador, não paga salários a seu elenco há dois meses e seu presidente, Marcelo Assumpção, diz que não tem de onde tirar recursos, já que estariam bloqueados pela Justiça.

A equipe carioca chegou a protestar contra o atraso no pagamento, o Fogão reconhece que deve, só que aleta não ter de onde tirar os valores que deve.

No São Paulo, o volante Fabrício, que não interessa mais, continua no grupo só porque tem se recusado a mudar de ares, também com medo de não receber. No Tricolor recebe em dia, mas o clube considera seu salário, pouco menos da metade do de Sheik, segundo um dirigente, alto demais…

O que não entendo é o porquê de as agremiações inflarem suas folhas de pagamento, fazendo loucuras na hora de assinar contratos e depois virando refém dos jogadores ou não conseguindo honrar os compromissos assumidos.

Por essas e outras o fair play financeiro é assunto que não pode ser deixado de lado, porque passou da hora de os clubes terem gestões mais sérias e responsáveis. Uma alternativa, aliás, seria o pagamento por produtividade, algo que o Palmeiras, mesmo que gradativamente, passou a fazer. Continuar como está é que não dá.



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