Parceria em xeque



O Banco do Brasil resolveu soltar nota oficial sobre o escândalo que envolve a Confederação Brasileira de Vôlei, caso levantado pela ESPN Brasil.

A instituição, que tem parceria com o vôlei brasileiro há 23 anos, diz que não vai compactuar com práticas ilegais ou prejudiciais ao esporte brasileiro.

Exige o esclarecimento dos fatos denunciados, que culminaram com a queda do presidente da CBV, Ary Graça. Caso isso não ocorra, ameaça terminar com a parceria.

Diz ainda que não tem responsabilidade legal ou contratual para fiscalizar a aplicação dos recursos de patrocínio, o que, vale dizer, é um mal, já que os cartolas acabam fazendo o que querem com a grana.

Não por acaso empresas de dois ex-dirigentes da CBV, ambos ligados a Ary Graça, receberam R$ 10 milhões cada por supostamente terem intermediado contratos de patrocínio para o vôlei brasileiro.

A história ainda deve dar o que falar e a parceria está em xeque, até porque a imagem do Banco do Brasil já viveu dias melhores, o que preocupa a cúpula da instituição, que deve rever seus contratos.

Não custa lembrar que Henrique Pizzolato, aquele mesmo que fugiu para a Itália, onde acabou detido, para fugir da Justiça brasileira, é ex-diretor de marketing do banco. E como tal tinha contatos com a própria CBV, que agora se vê na berlinda. Não por conta de Pizzolato, mas em função de sua administração, que deve uma resposta à opinião pública.

Como bem disse Ana Moser, a saída de Ary Graça, por si só, é inócua. Os devidos esclarecimentos até agora não foram prestados e nisso o Banco do Brasil está coberto de razão.



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