Grande família



A Confederação Brasileira de Vôlei anunciou contratação de auditoria externa para analisar contratos assinados na gestão Ary Graça, assim como a suspensão dos dois que levaram à renúncia do presidente.

É pouco. Tem que ir mais a fundo e explicar, inclusive, se a grana irá voltar para os cofres de onde nunca deveria ter saído.

Reportagens do canal ESPN, que faz grande serviço ao esporte, mostraram que duas empresas de ex-dirigentes da própria CBV, ambos ligados a Ary Graça, receberam cada R$ 10 milhões para intermediar contratos. Sim, R$ 10 milhões cada.

Ary Graça, vale lembrar, tornou-se vice-presidente da confederação em 1975 e assumiu o comando da entidade em 1997, amigo que era de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB desde 1995. Haja longevidade…

Pelo jeito, administrava a CBV como se fosse uma grande família. E a entidade, como a maior parte dos chamados esportes olímpicos no país, vive às custas do dinheiro público, mamando nas tetas do governo, com meu, seu, nosso dinheiro.

Apesar de negar as acusações que têm sido feitas sobre sua gestão e dizer que sua renúncia não tem relação nenhuma com as denúncias, Ary Graça deve, sim, explicações. E as verbas às duas empresas têm de ser devolvidas.

Como bem disse Ana Moser, que cumpre papel importantíssimo como presidente da ONG Atletas pelo Brasil, a saída de Ary Graça não significa nada, já que ele não respondeu às denúncias.

É hora de atletas se manifestarem e cobrarem dos dirigentes. Não só do vôlei. Do COB e de tantas outras modalidades que adoram a grana de estatais, do governo, das loterias, dinheiro que se “perde” em burocracia e mal chega aos atletas, vide as reclamações no mundo da ginástica. E a ginástica, como o vôlei, é só um exemplo.



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