Galo e Fla unidos



Atlético-MG e Flamengo têm conversado sobre os feudos em que se transformaram (há tempos, aliás) as federações estaduais e a própria CBF e voltaram a colocar em pauta a velha ideia de uma liga de clubes.

Para Alexandre Kalil, presidente do Galo, ela só seria viável se quem a comandasse fosse, como ele gosta de dizer, um descamisado, ou seja, um executivo sem ligações mais fortes com nenhum dos principais clubes do país.

Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, concorda e, em litígio com a Federação do Estado do Rio, lembra que não é só ela que esconde seu estatuto, inclusive em período de eleições, dos próprios clubes, que vivem no escuro, Em São Paulo acontece a mesma coisa.

Para Kalil, o diálogo para a criação da liga seria mais fácil com os times do Sul, mas agora também com os grandes do Rio, especialmente Flamengo, Vasco (se não voltar às mãos de Eurico Miranda) e o próprio Fluminense, além de Santos e Palmeiras em São Paulo.

O Corinthians fica numa posição mais complicada. Andrés Sanchez, mesmo hoje fazendo oposição, tem resistências porque foi quem ajudou a rachar e quebrar o Clube dos 13, o que interessava à CBF, então nas mãos de Ricardo Teixeira. E Mário Gobbi, o atual mandatário, virou aliado de Marco Polo Del Nero e José Maria Marin.

Com o São Paulo a história fica mais complicada ainda. O clube apoia a direção da confederação e quer trabalhar ao lado dela. Não por acaso Carlos Miguel Aidar, um dos fundadores do Clube dos 13, virou advogado da CBF no chamado “caso Lusa” e vai defender também a entidade em ações de torcedores do Vasco que pedem anulação do jogo contra o Atlético-PR no ano passado por falta de segurança. É o tal jogo que acabou em selvageria na arquibancada e que levou à detenção torcedores dos dois times, ligados a organizadas, aliás.

A CBF, aliás, desde que Marin assumiu o comando tem tratado muito bem o Tricolor paulista, que vivia às turras com Teixeira. Deu-lhe, inclusive, o direito de abrigar o último amistoso do Brasil antes da Copa, contra a Sérvia, e já lhe sinalizou que o Morumbi pode ser o palco da partida de entrega das faixas, caso a Seleção ganhe o Mundial.

Seja como for, a bola está rolando e clubes como o Flamengo não param de atacar os Estaduais. De fato não tem condição ver o Mengo jogando pra 300 gatos pingados pelo Estadual do Rio.

Os próprios times do Nordeste sabem disso, tanto que forçaram a CBF a aceitar a Copa do Nordeste, que, ao contrário dos Estaduais, tem conseguido melhor média de público.

E segunda-feira é a vez de o Bom Senso F.C. apresentar sua proposta de um novo calendário para o futebol brasileiro. Debater, mais do que nunca, é preciso.



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