Andrés faz oposição



Estão cada vez piores as relações entre Andrés Sanchez e Mário Gobbi, que chegaram até a trocar farpas publicamente.

O ex-presidente corintiano tem mantido contatos com opositores do atual mandatário, que o sucedeu no clube graças a seu apoio.

As conversas com o grupo de Paulo Garcia, conselheiro de oposição e um dos sócios da Kalunga, não foram apenas para tratar de negócios e de uma possível venda dos naming rights da nova arena do Corinthians, em Itaquera. Na pauta também a gestão de Gobbi, que vem sendo criticada por Andrés.

Sanchez segue muito irritado com o sucessor, que se aliou com a direção da CBF e irá votar em Marco Polo Del Nero, desafeto do ex-presidente, na eleição da confederação. Del Nero é tido como principal articulador da saída de Andrés da entidade. O ex-presidente corintiano pediu demissão do cargo de diretor de seleções, que depois acabou extinto, após a demissão de Mano Menezes por José Maria Marin e Del Nero, sem que ele próprio tivesse sido consultado.

Nomeado por Ricardo Teixeira, de quem virara amigo, Sanchez nunca foi visto com bons olhos nem por Marin nem por Del Nero. Próximo do ex-presidente Lula, que resolveu não interferir na eleição da CBF, Andrés não conseguiu o apoio necessário para lançar sua candidatura, que estaria fadada ao fracasso em 2014. Mas diz que irá concorrer na seguinte para fazer uma limpeza na entidade.

No Corinthians, trabalha para, além de vender os naming rights da nova arena, algo que pretendia ter feito há dois anos, tirar a influência de Gobbi da gestão que o suceder no Parque São Jorge.

Já o atual presidente tem reclamado, a interlocutores, das atitudes de seu antecessor, que considera um mau “ex-presidente”. Para Gobbi, Andrés mantém fortes elos com as organizadas, que tantos problemas têm causado à sua gestão, além de não estar indo bem em Itaquera, já que não só os naming rights até agora não foram vendidos, como o estádio, que deveria ter sido entregue em dezembro do ano passado, segue com as obras atrasadas.

E faz questão de lembrar que, se para o Corinthians considera Mano o nome ideal, na Seleção a aposta de Marin e Del Nero em Luiz Felipe Scolari até agora deu certo. O time, antes tão criticado pelo torcedor brasileiro, ganhou a confiança da galera ao vencer seleções de ponta, apresentar um bom futebol, levar a Copa das Confederações e virar quase unanimidade.

É a disputa pelo poder no Corinthians (e futuramente na CBF, porque esse ano ninguém tira a faca e o queijo das mãos de Del Nero) apenas começando.



MaisRecentes

Nova caminhada



Continue Lendo

O desabafo de Cuca (ainda)



Continue Lendo

As críticas de Cuca



Continue Lendo