Organizadas no Carnaval



A polícia prepara esquema especial para o desfile do Grupo 1 do Carnaval paulistano, que acontece segunda à noite.

A maior preocupação é com a Independente, ligada ao São Paulo, e que estará no Sambódromo ao lado da Torcida Jovem, do Santos.

Domingo à noite, depois do clássico no Morumbi, relatos apontam que um integrante da Jovem foi morto após ter sido espancado por mais de dez são-paulinos na Radial Leste. Antes do jogo um ônibus de santistas já havia sido atacado na Rodovia Anchieta e um torcedor levado um tiro de raspão.

Para o desfile do Grupo Especial, que reúne as melhores escolas de SP e acontece amanhã e sábado no Anhembi, deverão estar a postos 300 policiais. Já na segunda-feira, quando ocorre o desfile do Grupo 1, o contingente deve ser um pouco maior, chegando a 350 policiais só na região do Sambódromo. Perto das sedes das organizadas também haverá patrulhamento.

Além da Independente e da Jovem, desfilam na segunda T.U.P. e Camisa 12, ligadas a Palmeiras e Corinthians, respectivamente.

Assim que a morte do torcedor santista foi anunciada no domingo, o Santos lamentou o ocorrido e condenou a violência, enquanto o São Paulo preferiu não se manifestar, o que gerou polêmica no Morumbi.

Conselheiros de oposição reclamam que a diretoria, comandada por Juvenal Juvêncio, tem fortes ligações com a Independente, sobre a qual recaíam suspeitas pelo assassinato do santista Márcio Barreto de Toledo, que tinha 34 anos de idade.

Mesmo quando o São Paulo teve sérios problemas no ano passado, enfrentou sequência de derrotas sem marcar gols e entrou na zona de rebaixamento do Brasileirão, a Independente não deixou de defender Juvenal, tentando até impedir os chamados “torcedores comuns” de criticar o presidente.

Juvenal foi dos que não apoiaram o palmeirense Paulo Nobre na decisão de cortar regalias a organizadas.

Em seu terceiro mandato como presidente do São Paulo, conseguido graças a uma mudança no estatuto do clube do Morumbi, Juvenal apoia Carlos Miguel Aidar, o candidato da situação, para sucedê-lo. Kalil Rocha Abdalla, que apesar de se dizer de oposição foi diretor jurídico e participou da gestão de Juvenal, é o outro candidato.



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