Blatter candidato



Em Zurique é dado como certo que Joseph Blatter será candidato a mais um mandato como presidente da Fifa.

No cargo desde 1998, quando sucedeu o brasileiro João Havelange, que comandou a entidade durante 24 anos, o suíço não considera terminada sua “missão” no futebol e pretende concorrer a novo pleito no ano que vem, quando estará com 79 anos de idade.

Um dos motivos, segundo apontam assessores do dirigente, é que ele não quer que a Copa no Brasil, repleta de problemas de organização, seja seu último Mundial como presidente.

Quer se despedir melhor, na Rússia, que para Blatter deve fazer, ela sim, a Copa das Copas.

A Fifa costuma lembrar que lá as obras estão bem mais adiantadas que estavam no Brasil a pouco mais de quatro anos do evento, o entendimento com o governo local é considerado dos melhores e o risco de protestos e manifestações, tido como mínimo, ao contrário do que acontece por aqui.

Em 2022, quando a competição ocorre no Qatar, Blatter já não estaria mais no cargo. Deixaria o grande abacaxi, então, para seu sucessor.

Se há uma Copa que deve dar tremenda dor de cabeça à Fifa, afinal, é a do Qatar, seja pelo intenso calor, que chega perto dos 50 graus em junho/julho, pela polêmica discussão sobre mudança no período de realização da Copa, por suspeitas de compras de votos, pelas restrições a homossexuais, como também ocorre na Rússia, vale lembrar, ou por denúncias de trabalho escravo.

Com Blatter deve concorrer o diplomata francês Jérôme Champagne, que atuou na organização da Copa da França, em 1998, e trabalhou por pouco mais de dez anos na Fifa durante a gestão do suíço.

Michel Platini, que cogitava se candidatar às eleições de 2015, não deve disputar a presidência se Blatter tentar mesmo mais um mandato.

Sou dos que defendem a rotatividade no poder e até por isso não concordo com o sistema de funcionamento da Fifa, onde um presidente pode se eternizar no trono, mesmo com tantas suspeitas e denúncias de corrupção que sujaram bastante a imagem da entidade. Deveriam dar o exemplo pra confederações e federações espalhadas no mundo e limitar o mandato presidencial.

Mas concordo com Blatter quando ele diz ser contrário a um limite máximo  de idade para um dirigente ser candidato. Não acho que a idade seja um empecilho. O empecilho, a meu ver, é uma série de outras coisas…



  • mario

    rotatividade sem qualidade tambem não adianta , tanto que vimos sair o R.T. , entrar o Marin que vai passar o bastão p/o Del Nero , poderiamos apelidar eles de 3 patetas pelas suas genialiades como dirigentes esportivos ,tem é que encontrar uma pessoa competente como o David Stern por 30 anos liderou a NBA e foi um sucesso em todos os sentidos sendo que lá nos EUA ele teve que lidar com os donos das franquias , os jogadores e o publico.

    no futebol talvez seria melhor deixar o sistema presidencialista atual p/um comite gestor que contrata-se um CEO profissional p/dirigir as coisas, mas nada vai mudar……

    A copa no Qatar já é uma confusão completa e sem solução, a não ser mudar ela para outro pais.

    • janca

      Mas Ricardo Teixeira ficou mais de duas décadas no comando e depois passou o bastão para seu vice mais velho. Que passará o seu para seu vice mais velho, candidato da situação, Marco Polo Del Nero. Não é isso que chamo de rotatividade de poder, Mario. Sem oposição com condições de agir como tal e de concorrer com chances de vitória, em estruturas viciadas de poder como temos, ficaremos com partido único sempre. Que o digam Blatter, Marin, Nuzman e Cia.

    • janca

      Ah! E a ideia de uma espécie de comitê gestor acho interessante. Deveria ser discutida, sim, embora não interesse aos que estão no poder. Gostam de vê-lo centralizado.

  • Já conquistei o meu ano com a notícia de que o Andres Sanches está alijado do processo sucessório. O que vier agora é lucro. Dá para imaginar uma pessoa com o passado ( presente e futuro ) totalmente nebuloso a frente da CBF ? Com a sua peculiar falta de educação já imaginaram esse cidadão representando o futebol brasileiro ?

    • janca

      Nunca defendi eventual candidatura de Andrés Sanchez, pelo contrário, queria uma terceira via, mas discordo que o que vier agora seja lucro. Marin e Del Nero é difícil de aguentar.

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