As biografias de Neymar



Duas biografias de Neymar devem ser lançadas no Brasil ainda em 2014 e uma terceira, idealizada por um jornalista britânico sem prazo para finalização e muito menos para lançamento, ainda está em fase embrionária.

A primeira, escrita pelo holandês Peter Banke, foi lançada na Europa ano passado. A segunda, de autoria do italiano Luca Caioli e também já à venda no Velho Continente, deve ter capítulo adicional sobre a nebulosa transferência do atacante para o futebol espanhol quando sair no Brasil, antes do Mundial.

O problema das duas é justamente a dificuldade de retratar a história de uma pessoa viva e, no caso de Neymar, que deve ter muita coisa pela frente, como a própria Copa no Brasil e sua preparação para o evento, sem falar nos detalhes de sua ida ao Barcelona, que segue sob investigação da Justiça espanhola.

Lembram-me, de certa forma, a biografia de Woody Allen escrita por Eric Lax e lançada em 1991. Pouco depois viria todo o escândalo familiar que culminou com a separação do cineasta de Mia Farrow e o casamento com sua ex-enteada Soon-Yi Previn, que tem dado muita celeuma até hoje e ficou de fora do trabalho de Lax.

Mesmo já desatualizadas, as duas obras sobre Neymar podem virar sucessos de venda, pois, além de excelente jogador, o brasileiro é um tremendo produto de marketing, e deve dar o que falar em 2014. Já está dando, aliás. Não foi por acaso que o presidente do Barcelona, que no mínimo ocultou os valores envolvidos na transferência de Neymar, pediu o boné e se afastou do futebol.

E o caso segue repercutindo, podendo chegar à Interpol após recusa da Fifa em divulgar o contrato entre as partes, mesmo com o Santos e o grupo DIS, que tinha parte dos direitos federativos do atleta, se achando prejudicados e a Justiça espanhola requisitando a papelada da entidade que dirige o futebol mundial. E recebendo um não como resposta.



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