Gobbi x Sanchez



A relação entre o atual presidente corintiano, Mário Gobbi, e seu antecessor, Andrés Sanchez, azedou mais um pouquinho depois da invasão de CT por torcedores/vândalos sábado.

Gobbi tem dito que cortou diálogo com as organizadas e que pelo menos a atual gestão não lhes dá regalias, insinuando que o problema vem da administração passada, o que irritou Sanchez.

Considera a relação com as uniformizadas herança maldita que recebeu de Andrés, mas tem adotado até aqui um discurso morno sobre a invasão do CT e segue com receio de vetar o uso do símbolo do clube em material esportivo e outros produtos vendidos pelas organizadas, como está fazendo o Cruzeiro, por exemplo.

O dirigente, porém, insiste que não se arrepende do apoio que deu aos 12 torcedores presos no ano passado em Oruro por conta da morte de um garoto boliviano após lançamento de um sinalizador naval vindo da galera corintiana.

Afirma que o título do Paulista de 2013 foi mesmo em homenagem aos 12, alguns dos quais protagonizaram outros casos de violência em estádios depois de terem sido soltos e mesmo com a notícia de que um deles teria participado da invasão do CT sábado.

Já Sanchez tem reclamado que Gobbi peca justamente por não saber manter uma linha de comunicação com a torcida, sem falar que acredita que seu sucessor não deu continuidade a ações de marketing em sua gestão, tendo descuidado também no aspecto financeiro, sem falar que não capitalizou como podia as conquistas da Libertadores e do Mundial de 2012.

Disputas entre cartolas à parte, espero que a verdadeira torcida do Corinthians hoje, contra o Bragantino, dê uma resposta às organizadas, apoiando o elenco, especialmente o atacante Guerrero, herói do Mundial, e alvo de uma gravata na invasão de sábado.



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