Corinthians rachado



O Corinthians segue rachado e em séria crise nesse início de temporada.

Descontentes com a diretoria e a torcida, os jogadores resolveram fazer greve de palavras e fechar a boca antes, no intervalo e depois da partida contra a Ponte.

Para os líderes do grupo, a direção deveria ter sido mais firme contra os torcedores que invadiram o CT no sábado, ameaçaram os atletas, usaram bambus e pedaços de madeira pata tentar entrar nas instalações e ainda roubaram bolas, coletes e celulares.

Os atletas ameaçaram fazer greve e não entrar em campo em Campinas, mas, pressionados pela diretoria que temia punição ao clube, decidiram jogar, mas não falar. E, com razão, querem garantias de que a segurança será reforçada.

Os protestos, porém, continuam e a ação da PM, que no sábado não prendeu ninguém, deve ser necessária, já que o clima é de guerra.

Além do racha entre direção, jogadores e torcida, o elenco enfrenta divergências internas. Alexandre Pato está chateado com Paulo André, pois acha que o zagueiro o tem colocado como bode expiatório da crise desde aquele pênalti perdido contra o Grêmio, pela Copa do Brasil. Emerson Sheik e Guerrero também têm reclamado que as cobranças se concentravam apenas no ataque, que continua com dificuldades para marcar.

Agora o foco talvez mude um pouco, já que a defesa, uma fortaleza quando Tite era o técnico, passou a ser muito vazada sob o comando de Mano Menezes e ainda teve dois expulsos em Campinas.

Só nos últimos três jogos, derrotas para São Bernardo, Santos e Ponte, o time sofreu oito gols.

E a torcida começa a pegar no pé de Mano, que a diretoria diz estar firme no cargo. Também só faltava cair após apenas cinco partidas, por piores que tenham sido as atuações corintianas.

Mas a torcida tem que ter paciência. Já a invasão do CT e as ameaças de agressão aos jogadores são caso de polícia. Fogem da esfera esportiva e refletem o clima em que vive a sociedade brasileira. O futebol, definitivamente, não é um mundo à parte.



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