Copa sem protestos



Não é que o Comitê Organizador Local da Copa segue menosprezando os protestos que contestam os gastos e a realização do Mundial no Brasil?

Em contato com a Fifa, que não diz abertamente mas está muito preocupada com as manifestações nas ruas, a cúpula do COL avisa que a chance de elas ganharem a força que tiveram em junho do ano passado é mínima.

Disse à Fifa que os protestos do último sábado tiveram baixa adesão, alguns com pouco mais de mil pessoas, nada que pudesse causar maiores preocupações. Que estiveram longe de ter o impacto de 2013, quando da Copa das Confederações.

E lembrou ainda que a procura por ingressos é enorme, que o brasileiro adora futebol e que na hora em que a bola começar a rolar tudo ficará bem. Sei não, sei não…

E o governo também pensa diferente, tanto que Dilma Rousseff logo avisou que reuniria sua equipe para tratar das manifestações e da segurança para a Copa de 2014, que terá total prioridade.

Dependendo do que acontecer no Mundial pode afetar muito fortemente a imagem do país no exterior, além da do próprio governo em ano eleitoral.

Lembrando que as manifestações são como CPIs. As pessoas até podem entender como começam, mas prever como acabam, não. Muitos podem dizer que CPIs terminam em pizza, mas não é sempre assim. E os protestos do ano passado, que depois ficaram difusos e ganharam a adesão de grupos que pregam a violência, até hoje não foram bem compreendidos. Nem pelas autoridades nem pela sociedade tampouco por estudiosos.

Vamos ver o que nos espera na Copa… Que além dos estádios, dos gastos abusivos com dinheiro público, da falta de preparação do país, que segue sem seguir o cronograma, do pouquíssimo investimento em mobilidade urbana e das promessas não cumpridas, ainda tem a questão das manifestações para resolver.



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