O que diz Ronaldo?



Cobrado pela mídia internacional sobre os problemas na preparação do Brasil para organizar o Mundial, Ronaldo tem tentado se esquivar. Quando não consegue, repete o discurso de Dilma Rousseff de que o país fará a Copa das Copas.

Membro do Comitê Organizador Local, ele costuma lembrar jornalistas estrangeiros (e brasileiros também) que não é responsável por atrasos no cronograma, que seu cargo no COL não é remunerado e faz questão de dizer que ficou a maior parte dos últimos meses na Europa. morando em território inglês.

Ontem ele chegou a ser cobrado sobre frase de Dilma, em Zurique, segundo a qual “estádios são obras relativamente simples”. Apesar da afirmação da presidente, cinco das 12 arenas que deveriam ter ficado prontas em dezembro seguem atrasadas e uma, a de Curitiba. foi ameaçada pela Fifa de ficar fora da Copa.

Sobre o assunto, o ex-atacante prefere manter o bordão de que teremos 12 estádios de primeiríssimo mundo que revolucionarão o futebol brasileiro.

Já quando o tema é o escândalo em que se transformou a transferência de Neymar para a Espanha, culminando na renúncia do presidente do Barcelona, Sandro Rosell, por suspeitas de irregularidade no negócio, Ronaldo prefere esperar o término das investigações da Justiça espanhola para opinar.

Mas nos bastidores diz confiar em Rosell, com quem estreitou amizade via Ricardo Teixeira, e no estafe do jogador brasileiro, representado pela 9ine, agência de marketing esportivo do ex-jogador. Depois de críticas veladas da equipe de Neymar ao trabalho da empresa, a relação entre eles teria esfriado, o que Ronaldo não confirma.

Assim como fez na Copa das Confederações, o ex-atacante, que admite um dia concorrer à presidência da CBF para acabar, segundo diz, com a corrupção e o amadorismo no futebol brasileiro, deve comentar a Copa de 2014 pela Globo. E aproveitar o evento para faturar com campanhas publicitárias.

As campanhas não configurariam, segundo Ronaldo, conflito de interesse com sua participação no COL, pois ele vê sua atuação no comitê como trabalho voluntário e seu papel seria, de certa forma, figurativo.

Vale lembrar que o jogador entrou no comitê organizador a pedido de Ricardo Teixeira a fim de servir de escudo para o então presidente da CBF, que sofria com suspeitas de corrupção e, assim como fez Rosell agora na Espanha, acabou renunciando ao comando da entidade. Ronaldo, porém, preferiu seguir no COL, embora tenha optado por ficar mais distante de seu dia a dia.

O comitê, como a CBF, é presidido por José Maria Marin, com quem Ronaldo mantém relações apenas cordiais.



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