O foco é a CBF



A CBF deve muitas explicações sobre o imbróglio que marcou o final (final?) do Brasileiro do ano passado, inclusive agora quando é acusada de chantagear a Portuguesa, condicionando um empréstimo (ou adiantamento) de 4 milhões de reais à desistência do clube paulista de disputar a Série A de 2014.

O caso, que já agitava os bastidores do Canindé antes do jogo de domingo contra o Corinthians, tem dado o que falar.

A direção da Lusa diz que poderia receber adiantamento referente a cotas de TV desde que desistisse de ações, impetradas por seus torcedores, na Justiça comum. O valor seria pago em dez parcelas de 400 mil reais cada, em 2015.

O termo, que teria sido enviado de e-mail da CBF pela diretoria jurídica da entidade, deveria ser assinado por Ilídio Lico, novo presidente da Lusa, e José Maria Marin, presidente da confederação. E era para ser confidencial.

Faz bem a diretoria da Portuguesa em abrir a boca e levar o caso ao Ministério Público investigar. Espero que não volte atrás, porque o caso é grave, como é grave a CBF, milionária do jeito que é, desrespeitar o Estatuto do Torcedor como tem feito até hoje.

Continuo insistindo que a entidade, organizadora do Brasileirão, teria como colocar resultados de julgamentos em seu site avisando todos os lados sobre quem tem e quem não tem condições de jogo.

O alvo não é o Fluminense, que não tem culpa pela incompetência da CBF. É a própria confederação, já que o que vimos no Brasileiro, como bem disse o zagueiro Paulo André, um dos líderes do Bom Senso, não ocorre nem em campeonato escolar ou de clube.

Há muita coisa a ser esclarecida, inclusive pela diretoria que deixou a Lusa após eleição no mês passado e deixou um tremendo abacaxi para a atual gestão. E pela CBF, que tem sido pressionada pelo MP, segundo o qual o caso não está claro. E não está mesmo. Ainda deve dar muito o que falar…



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