Aviões na Copa



Apesar de seguir com a política do morde e assopra quando o assunto é a Copa no Brasil, a Fifa continua muito irritada com a ação do governo brasileiro para preparar o país para o evento, que começa em junho.

Além de metade dos 12 estádios não ter sido entregue até o final do ano passado, ao contrário do prometido, possível caos aéreo durante o Mundial inquieta a cúpula da entidade que dirige o futebol mundial.

Pegou muito mal em Zurique declaração da ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, que disse estudar abrir o mercado doméstico para companhias aéreas estrangeiras no período da Copa.

A iniciativa, que teria como objetivo diminuir o preço das passagens além de melhorar o serviço no Mundial, foi vista como sinal de desespero por parte do governo, além de ter sido sinalizada tarde demais. Empresas estrangeiras já se pronunciaram dizendo que não haveria tempo para montar uma logística adequada. E, por enquanto, a fala da ministra não passa de ameaça.

Para a Fifa, mostra apenas que o governo não sabe o que fazer com possíveis transtornos em aeroportos durante a Copa, além do risco, absolutamente real, de o preço das passagens ir às alturas.



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