Marin faz apelo à Lusa



O presidente da CBF, José Maria Marin, começa a apelar à diretoria da Portuguesa que não entre na Justiça comum e não incentive torcedores/consumidores a fazê-lo caso o clube perca recurso que será julgado no próximo 27, ainda no âmbito da Justiça Desportiva.

O temor é que o caso, parando na Justiça comum, atrapalhe o campeonato do ano que vem e ganhe repercussões internacionais, inclusive por possível punição da Fifa, bem no ano da Copa do Mundo no Brasil.

Não é o único temor. O outro é de que atrapalhe a candidatura de Marco Polo Del Nero, que quer suceder Marin vencendo as eleições de abril na CBF.

A situação ficou ainda mais complicada para a entidade já que o BID (Boletim Informativo Diário) da Suspensão informava que o meia Héverton tinha condições de jogo contra o Grêmio e não estava suspenso, o que torna a CBF também responsável pela falha de comunicação. A alteração no boletim, comunicando a suspensão, só foi feita segunda-feira, um dia após a partida, quando o clube também foi notificado oficialmente de que o atleta não poderia jogar.

Na Portuguesa é dado como certo que na esfera esportiva o clube sofrerá novo revés e a partir daí torcedores/consumidores, inclusive de outros clubes, entrarão na Justiça comum, acionando a própria CBF como organizadora do campeonato e também por não ter atualizado o BID a tempo. Fora que a notificação oficial, repito, só foi feita segunda-feira, quando a competição já tinha encerrado.

Com ou sem BID, CBF e STJD deveriam entrar no século 21 e informar todas as partes, inclusive árbitros e delegados de jogos, quem tem condições de jogo ou não. Não é difícil. Basta disponibilizar a informação no site oficial.

Que a Fifa não vai punir o Brasil, certamente não vai, entrando torcedores ou não na Justiça comum. Até porque a Copa do ano que vem já vem lhe rendendo dores de cabeça suficientes para ter que encarar novo imbróglio nos bastidores. Mas que o imbróglio ainda deve durar muito tempo, deve.



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