CBF e STJD em xeque



O caso Lusa deve parar não só na Justiça comum, pois já há torcedores/consumidores se mobilizando para defender seus direitos e o do clube fora da chamada “Justiça” Desportiva, mas também em corte internacional, contestando os procedimentos da CBF e do próprio STJD.

Na era da informática, fica difícil explicar como o tribunal e a confederação não conseguem disponibilizar o resultado de um julgamento às partes direta ou indiretamente interessadas, sendo a comunicação feita oralmente. A notificação por escrito muitas vezes só é passada 72 horas após o julgamento, o que por si só gera controvérsia…

Juízes e delegados da partida e equipes das Séries C e D que não conseguem se fazer representar no Rio têm dificuldades para conhecer as decisões do STJD e a forma de escolha dos integrantes do tribunal também é polêmica, já que, em tese, até estudante de direito sabatinado pelo próprio pai pode ser aceito na casa.

É uma boa oportunidade para rediscutirmos não só a forma de ação do tribunal como a da própria CBF, que tem uma estrutura viciada para tentar impedir a rotatividade no poder.

Fora que a confederação já mostrou várias vezes não ter condições de organizar o Brasileiro, tanto que viradas de mesa marcaram vários dos campeonatos da CBF e o atual acaba nos tribunais, onde ontem aconteceu a trigésima nona rodada.

No dia 27 acontece a quadragésima, quando a Lusa será derrotada de novo, mas na Justiça comum podemos ter a quadragésima primeira, a quadragésima segunda e esse imbróglio certamente vai longe.

Uma questão que eu coloco, no entanto, é se os clubes estão preparados para formar uma liga que organize o Brasileirão, deixando apenas a seleção nas mãos da CBF. Se cada um pensa apenas no próprio umbigo, acredito que não. Mas essa confusão toda tem um lado positivo: colocar CBF e STJD em xeque, ambos com a credibilidade lá embaixo.



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