Justiça e dolo



Para os legalistas que querem ver a Lusa na Série B, vou com Tostão, para quem a regra não pode estar acima do bom senso e da justiça.

A Portuguesa, pelo que se sabe, não agiu com má fé e não se beneficiou em nada com o episódio.

Sua diretoria e comissão técnica foram muito incompetentes no caso, mas há jurisprudência, pois o próprio STJD já livrou de punição times que infringiram o mesmo artigo que a Lusa, fora que em 2010 o Fluminense passou por problema igual e nada de punição.

Confesso a vocês que não vou acompanhar o julgamento de hoje à tarde, pois, seja qual for o resultado, quem perdeu com tudo isso foi o futebol brasileiro, que termina o ano de forma lastimável.

Espero apenas que todo esse caos sirva para repensarmos a estrutura do esporte no país e o modo de funcionamento da CBF e da Justiça Desportiva, que, a meu ver, faliu faz tempo.

Fico _para o futebol e para a vida_ com uma declaração do jurista uruguaio Eduardo Couture (1904-1956) dada a jovens bacharéis que li no blog do Juca Kfouri: “Teu dever é lutar pelo Direito, mas no dia em que encontrares o Direito em conflito com a Justiça, lute pela Justiça.” É exatamente o que penso.

Aconteça o que acontecer, meus parabéns àqueles jogadores da Portuguesa que, mesmo contra tudo e todos e contra a própria diretoria do clube, que não paga salários em dia, honraram as cores e a camisa da Lusa e, no campo, mantiveram o time na Série A. Tapetão é outra história. Até porque entre gol de advogado e gol de jogador, fico com o segundo.

Boa semana a todos, João Carlos



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