Futebol que enoja



Lamentável o final do Brasileiro de 2013. Depois da selvageria em Joinville, o campeonato vai terminar no tapetão, com as decisões do arcaico STJD, que tem de analisar, por exemplo, recurso do Vasco pedindo os três pontos do jogo contra o Atlético-PR.

No caso da Portuguesa, muita coisa mal explicada e que ainda vai dar o que falar. O advogado que teria representado o clube no tribunal avisou mesmo a diretoria do resultado do julgamento? Trabalhava pra quem? Ninguém do departamento de futebol ou da comissão técnica ligou sábado para saber da decisão do tribunal? O tribunal não entrou em contato com a Lusa? Para muita gente ligada à Portuguesa aí tem, aí tem…

Mas mais do que tudo isso, há muitos pontos a discutir. Como são nomeados os integrantes do tribunal? Já não tinha passado a hora de rediscutir seu formato? A escolha de seus membros? É por meritocracia ou por amizade/parentesco? Por que nada disso entra em discussão?

Tudo isso tira credibilidade do futebol brasileiro, mais uma vez decidido não no campo de jogo, mas no velho e nada bom tapetão.

Eu, que via evolução na era dos pontos corridos, tenho que admitir, como já apontavam muitos torcedores, que não é bem assim. Houve um grande retrocesso em 2013 e há clima para virada de mesa, sim. Especialmente se algum clube entrar na chamada Justiça comum.

Não acreditava muito em bruxas, mas que elas existem, existem… É mesmo de embrulhar o estômago esse final de campeonato, a começar pelos vândalos que vimos em ação domingo.

A discussão tem que ser muito mais ampla do que férias para jogadores ou calendário do futebol brasileiro. Muito maior, vide ligação de diretorias de clubes com suas organizadas, algo que poucos querem discutir.

Quem ganha com tudo isso? Não quem gosta de futebol, certamente não. Que essa bagunça toda sirva para mudar alguma coisa, embora duvide. Sinceramente duvido. Porque o torcedor… O torcedor, ó! Pobre torcedor brasileiro…



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