Um grupo interessante



Se fosse nas mãos de Mano Menezes, seria complicadíssimo. Nas de Luiz Felipe Scolari, não.

O Brasil pegou um grupo interessante, com Croácia, que já enfrentamos na estreia da Copa da Alemanha, em 2006, vencendo por 1 a 0, México e Camarões. Três escolas diferentes, que darão trabalho, mas a possibilidade de o time engrenar na competição, como gosta Felipão, entrando com tudo nas oitavas de final.

O novo critério da Fifa, colocando Suíça, Bélgica e Colômbia entre os cabeças de chave, gerou complicações para alguns e, pelo menos em tese, boa vida para outros.

Uruguai, Inglaterra e Itália, três campeões mundiais no mesmo grupo, darão o que falar. Alemanha, Portugal, Estados Unidos e Gana também, com os três primeiros, em tese, brigando por duas vagas. Espanha, Holanda, Chile e Austrália formam outra chave difícil, já que os chilenos podem dar trabalho aos europeus.

Baba mesmo para Argentina, que pega três adversários mais fracos, Bósnia, Irã e Nigéria.

A Suíça, cujos preparativos para a Copa devo acompanhar  ano que vem, terá França, Equador e Honduras. Deram sorte os franceses, escapando do grupo da morte, fica aí o desafio para os suíços se imporem como cabeças de chave. Podem, em tese, conseguir a vaga como segundos colocados ou até na liderança do grupo, caso repitam a campanha das eliminatórias.

A Copa, enfim, está começando. A cerimônia do sorteio foi ok, apesar do nervosismo de alguns, como Ronaldo e Bebeto, que têm cargos figurativos no Comitê Organizador Local e adotaram um tom bem ufanista, comportando-se como se fossem os dois que tivessem preparado o país para a Copa. Ou, no caso, não preparado, já que, como o próprio governo admite, há sério atraso no cronograma de pelo menos três estádios, um deles o de abertura do Mundial.

Mas nada que estragasse a cerimônia do sorteio dos grupos, que achei apenas pouco ousada, usando os clichês e estereótipos de sempre para tentar “vender” o Brasil ao mundo.



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