Bom Senso e a Lusa



O Bom Senso F.C. anunciou o que todo mundo sabia. Não haverá greve na última rodada do Brasileiro, posição defendida desde o início por Dida.

Dadas as declarações de Paulo André e nota oficial do movimento soltada na semana passada, especulou-se que os atletas poderiam paralisar o Brasileiro em uma das duas últimas rodadas, algo que o goleiro Dida dizia que não aconteceria, apesar da ameaça feita pelo grupo.

O problema era o Náutico, que ficou de resolver a questão de falta de pagamento a seus jogadores na semana que vem. Agora é a Lusa, cujos atrasos salariais são notórios e não são de hoje. O clube também ficou de acertar as pendências, amigavelmente, com seus jogadores. Espero que faça isso mesmo, pois é sua obrigação.

Mas há pelo menos outros quatro times na Série A com atraso em salários ou no pagamento de direitos de imagem, equipes de maior expressão do que Náutico e Portuguesa, duas das quais ainda ameaçadas pelo rebaixamento.

O Bom Senso tem razão em apontar os problemas, embora, até aqui, tenha se limitado a “bater” em Náutico e Lusa, o que acho questionável. Deveria _e parte do movimento tem feito isso_ analisar a questão de um ponto de vista mais abrangente. Se ficar discutindo cada caso, o que não falta é atraso de salário nas Séries B, C e D…

Há vários pontos que devem ser reavaliados. O “Fair Play Financeiro” é extremamente necessário, embora não possa ser adotado de um dia para o outro. Salários fora da realidade também devem ser repensados, pois oneram demais os clubes, que fazem loucuras inclusive no pagamento de salários a técnicos que ficam alguns meses e depois recebem polpudas indenizações e jogadores que estão longe de dar o retorno desejado.

O buraco, enfim, é mais embaixo. Bem mais embaixo, aliás. Basta ver a situação dos jogadores do Guaratinguetá, que caíram para a Série C e não sabem o que fazer da vida. Como não sabe o Guará, que está à deriva. Um retrato do futebol brasileiro, que não se restringe á nossa Seleção. Essa vai bem, obrigado. Até porque hoje nas mãos de Luiz Felipe Scolari, não mais de Mano Menezes. Mas essa é outra história… Outra história…



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