Teto salarial???



Dirigentes de alguns dos principais clubes brasileiros começam a se mobilizar em relação às manifestações do Bom Senso F.C., movimento de jogadores que quer modificar o calendário do futebol brasileiro e instituir, entre outros pontos, o fair play financeiro.

Times que não cumprirem uma série de condições financeiras, entre as quais a obrigação de pagar salários em dia, seriam punidos com perda de pontos e até rebaixamento.

Para adotar o fair play das finanças, que não é consenso entre os clubes, eles devem pedir um tempo para se adequar, além de colocar na pauta de discussões a ideia de um teto salarial, em relação a qual eu, particularmente, sou contra.

Querem, com isso, mostrar à sociedade que alguns jogadores ganham muitíssimo e passar a imagem de que reclamam de barriga cheia.

Estipular um teto salarial para atletas e comissões técnicas tampouco é consenso entre os dirigentes, alguns dos quais temem que a medida, se um dia adotada, geraria nova fuga de jogadores para o exterior.

Ao lado de dirigentes de federações e da própria CBF, cuja cúpula considera o movimento político e ligado à possível candidatura de Andrés Sanchez à presidência da confederação, o que não é verdade, os clubes devem pedir ao Bom Senso que apresente propostas concretas. Inclusive sobre uma questão difícil de resolver, uma forma para contemplar times de menor expressão e jogadores do “baixo clero”, que passam metade do ano praticamente sem atividades e sem recursos.

A polêmica, enfim, está apenas começando e sigo achando que o Bom Senso entrou bem na jogada e deve seguir pressionando, rodada a rodada, com manifestações contra a CBF, que tenta enrolar o movimento, fazendo apenas mudanças pontuais. Por ela, a estrutura do futebol brasileiro seguirá a mesma. E rotatividade no poder, então, nem pensar.



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