Bom Senso em ação



O Bom Senso faz bem em continuar protestando contra a CBF, cujo objetivo é enrolar o  movimento, fazer uma mexida aqui, outra acolá, mas manter a estrutura do futebol brasileiro exatamente como está.

A confederação aposta que a Globo, detentora dos direitos de TV dos principais campeonatos do país, e clubes irão dar um freio nos jogadores, algo de que não estou tão certo assim.

Para a CBF, uma coisa é atraso de um, dois, três ou quatro minutos, outra muito diferente é os jogadores partirem para greve ou retardarem o início de um jogo ou uma rodada em uma hora, atrapalhando a grade da Globo, que paga cotas de TV, das quais os clubes ainda são extremamente dependentes.

Sei não, sei não… Vejo o Bom Senso F.C. com ótimos olhos e acho que pode adotar, sim, uma estratégia mais agressiva, que faça a entidade se mexer.

O que não sei é o que acontecerá depois, pois no Brasil e em tantos outros lugares já vimos a esperança chegar ao poder e depois ser transformada por ele, há vários e vários exemplos que reproduzem a história de “A Revolução dos Bichos”. Mexer, mexer e mexer para voltar ao lugar inicial, como vemos na política, onde os dois principais partidos do país se parecem cada vez mais.

Mas melhor mexer e experimentar o novo, mesmo que um dia ele fique parecido com o velho, do que ficar parado e seguir nas mãos de Marins e Del Neros da vida. Mudar é preciso. Precisamos de uma revolução no futebol e no esporte brasileiro em geral, um choque nas CBFs e COBs da vida. Sem sonho, afinal, não vamos a lugar nenhum. Nem mesmo tentamos ir.



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