Os pontos do Bom Senso



O goleiro Dida gostaria de ampliar de cinco para seis pontos as principais reivindicações do Bom Senso F.C., movimento criado por alguns dos principais jogadores do Brasil para modificar o futebol nacional.

Os pontos já existentes são um acerto no calendário nacional, diminuindo o número de jogos, pré-temporada de 20 dias ao menos, férias de 30 dias seguidos, punição aos clubes que atrasarem salários e representatividade dos jogadores na CBF e nas federações.

O sexto, que ele propõe seja incluído na cartilha tão logo possível, é a atenção específica aos times pequenos, muitos dos quais funcionam apenas quatro a seis meses por ano, deixando os jogadores do “baixo clero” inativos e sem receber.

Incluindo na cartilha um sexto ponto ou não, algo que ainda tem de ser avaliado, a preocupação do Bom Senso com os demais jogadores, que não estão em equipes da elite e querem mais e não menos jogos, existe e é grande.

O próprio Paulo André, que considero o principal líder do movimento, tem citado frequentemente a questão, insistindo que a mudança no início dos Estaduais de 2014 é um ganho muito pequeno e pontual e que a situação dos times pequenos é preocupante, já que eles não têm um calendário próprio. Ou seja, a ideia é mexer no topo, onde está a elite, mas também na base. E é muito, muito válida.

Também tenho gostado da posição do zagueiro corintiano que não tem entrado na ladainha da CBF, cuja conversa é mesmo para boi dormir. Cede um pouquinho aqui, outro tanto acolá, mas mantém a estrutura nefasta do futebol, que impede a rotatividade de poder.

O buraco é mais embaixo _não tem sentido as 27 federações escolherem o novo presidente da CBF, com mais força do que os 20 clubes desunidos que participam da eleição_ e Paulo André sabe disso. A luta apenas começou.



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