Pato para Cristo



Não discuto que Alexandre Pato errou feio a cobrança de pênalti na quarta, até postei sobre isso logo depois do jogo, e saiu-se pior ainda ao afirmar que treinou a batida exatamente daquele jeito, o que duvido, aliás, mas virar o único vilão da eliminação corintiana também não acho certo.

E é o que tem ocorrido. A falha de Pato fez a festa dos adversários e provocou a ira de muitos corintianos, especialmente via redes sociais, como se fosse o único culpado pela derrota. Não foi.

O que falar de Emerson Sheik, expulso novamente por descontrole emocional? E Romarinho, que cobrou bem seu pênalti, mas tem sido uma nulidade no ataque? Danilo e Edenílson também falharam, as opções de Tite para o jogo podem e devem ser questionadas, o planejamento e as contratações da diretoria para a temporada, idem, portanto é injusto ficarem todos com um bode expiatório só.

Bode expiatório que serve para muita coisa, especialmente encobrir as outras falhas do time, falhas notadas há muito tempo e até agora não corrigidas.

O presidente Mário Gobbi chegou a se referir ao atacante no passado, quando disse que “pelo potencial que tem poderia ter jogado mais aqui”. No vestiário, Pato foi cobrado por companheiros de time que também têm errado, pois o grupo todo, com raríssimas exceções, não vem atuando bem.

Mas é sempre bom encontrar alguém para Cristo e espezinhá-lo, como se fosse o grande vilão.

Lá vem o papo de que o Timão gastou R$ 40 milhões para contratá-lo, como se fosse culpa de Pato, mas quanto não gasta com os outros, que também têm salários polpudos pacas e pagos rigorosamente em dia?

Pato errou e errou feio, só que cabe perguntar, sim, a quem interessa elegê-lo o grande vilão do fracasso do time na temporada. Pois, ao fazê-lo, muita coisa vai acabar embaixo do tapete. Como sempre, aliás.



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