Selvageria



As últimas rodadas do Brasileirão, seja na Série A, seja na B, têm sido marcadas por atos de vandalismo e pancadaria nas arquibancadas.

Na semana que vem o São Paulo deve ser julgado e pode perder até dez mandos de campo pela briga de alguns de seus torcedores com a Polícia Militar no jogo contra o Corinthians, domingo passado. Só para variar um pouquinho, a Independente estava envolvida na confusão.

O Corinthians, que perdeu mais um mando de campo por conta de garrafa atirada contra bandeirinha no jogo contra a Lusa, no Mato Grosso do Sul, também deve ser julgado.

Confesso que até agora não consigo entender o porquê, mas pode ser punido de novo por conta do tumulto nas arquibancadas no jogo contra o São Paulo. Pelo relato de membros da própria PM, a confusão foi causada pela torcida tricolor, em cenas lamentáveis de briga com os policiais que pudemos acompanhar pela TV, e desconheço envolvimento de corintianos nas cenas lamentáveis, embora tenham entrado em confronto com os rivais na Marginal Tietê. O que é caso para a esfera policial, não esportiva, já que distante do estádio. 

Em Minas, cruzeirenses e atleticanos brigaram no clássico local, especialmente os primeiros, que se desentenderam entre eles próprios. Mas fora do Independência a guerra entre facções organizadas e desorganizadas ganhou as ruas de Belo Horizonte.

Ontem foi a vez de a torcida do Paysandu protagonizar cenas deploráveis quando o Papão perdia para o Avaí, em casa, por 2 a 0. O tumulto foi tal que o jogo teve que ser interrompido aos 36 minutos do segundo tempo. E o Paysandu fica cada vez mais perto da Série C e ainda alvo do STJD, que deve puni-lo nas próximas semanas.

No Rio, alerta para a torcida vascaína, que entrou em treino do time, pressionou os jogadores, atirou rojões e, lamentavelmente, parece contar com a complacência da diretoria.

Como acontece com o Corinthians, cujos torcedores têm o direito de cobrar os jogadores desde que pacificamente. E não deveriam circular nos treinos à vontade, muito menos se reunir com dirigente, jogador ou comissão técnica, como se fossem donos do clube. Não são, por mais que alguns achem que as organizadas devam dar às cartas. Elas mamam, direta ou indiretamente dos clubes, e cada vez mais têm contribuído para prejudicar o espetáculo. Até quando, não sei.



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