Candidato de oposição?



A festa de lançamento de Kalil Rocha Abdalla às eleições presidenciais do São Paulo ontem, no Jardim Paulista, em São Paulo, foi marcada pela presença dos ex-jogadores Careca e Dario Pereyra, que apoiam o dirigente.

Além deles lá estavam personalidades da história do São Paulo como os ex-dirigentes Jaime Franco, José Eduardo Mesquita Pimenta e Fernando Casal de Rey, os últimos ex-presidentes do clube.

Marco Aurélio Cunha, principal cabo eleitoral de Kalil, bateu na tecla de que o São Paulo, que era tido como de vanguarda e exemplo aos demais, hoje se tornou “indiferente”, nivelando-se por baixo.

Para o grupo de Juvenal Juvencio, no entanto, Kalil não pode se considerar oposição, já que participou, como diretor jurídico, da atuação gestão.

Juvenal, aliás, tem dito que é possível termos três candidatos que ele chama de situação, já que todos apoiaram sua administração e participaram, direta ou indiretamente, da mesma.

Um deles é o próprio Kalil, que teria apoiado mudança de estatuto que permitiu o terceiro mandato a Juvenal.

Outro é Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, vice-presidente que ainda não confirmou oficialmente sua candidatura.

E o terceiro, este sim com apoio do atual presidente, é Carlos Miguel Aidar, que já comandou o clube nos anos 80.

O escritório de advocacia de Aidar, aliás, defendeu a mudança de estatuto que possibilitou a Juvenal ficar mais um período no clube paulista.

Juvenal, diga-se de passagem, é considerado cria de Aidar, a quem sucedeu na presidência do São Paulo no final dos anos 80.

Mesmo com três candidatos de situação, como brinca Juvenal, a eleição de 2014 promete. Concorrida, ao contrário das últimas, quando o atual presidente bailou sozinho, pelo menos a próxima deve ser. O que é bom para o clube do Morumbi, que tem de se repensar. Pois deixou de ser vanguarda faz tempo. Nisso Marco Aurélio tem total razão.



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