Santos no Pacaembu



Não é de hoje que o Santos pensa em mandar seus jogos no Pacaembu, revezando com a Vila Belmiro, muito menos que cogita entrar ao lado de um parceiro no processo de privatização do estádio.

A ideia vem sendo discutida com a Prefeitura de São Paulo desde a gestão Gilberto Kassab (PSD) e ganhou força na administração Fernando Haddad (PT), que resolveu mesmo passar o estádio para a iniciativa privada.

Em junho passado, após o aval de Haddad, o secretário municipal de Esportes, Celso Jatene, do PTB, o mesmo partido do presidente da CBF, José Maria Marin, anunciou que a prefeitura fará uma licitação para terceirizar a administração do Pacaembu.

A principal alegação é que tem prejuízo com o estádio e que a situação deve piorar no ano que vem, quando o Corinthians, principal cliente do Pacaembu, terá estádio próprio em Itaquera.

Vejo com bons olhos o Santos passar a atuar mais vezes na capital paulista, pois é um clube de importância global e que tem muitos torcedores em São Paulo, não só no litoral.

Se concorrer e ganhar a licitação para administrar o Pacaembu, a Vila viraria uma espécie de museu aberto, a fim de atrair mais turistas, mas também seguiria recebendo jogos do Santos, que teria duas casas.

Um dos problemas a enfrentar, no entanto, é a questão de transformar o estádio em arena multiuso, já que em 2004 ele foi proibido de receber shows após muita pressão da Associação Viva Pacaembu e de ações do Ministério Público Estadual.

Se o imbróglio não for resolvido talvez fique mais complicado encontrar um parceiro para participar da licitação.

Apesar de gostar da ideia de ver o Santos mais vezes no Pacaembu, continuo contrário à ideia da privatização do estádio, que é um patrimônio nacional.

Se a Prefeitura de São Paulo acha que grupos privados podem lucrar gerindo a arena, ela deveria ter competência para fazer o mesmo. Mas não. Em vez disso acabou dando benefícios para o Corinthians ir a outra região da cidade, perdendo seu principal cliente para agora dizer que, sem o Timão, não tem mais como ficar com o estádio.

Está certo que o poder público já percebeu que não tem condições de dar conta de administrar diversos setores, precisando de ajuda ou parceria do setor privado, mas simplesmente privatizar para grupos particulares lucrarem com um patrimônio que é nosso ou deveria ser, acho lamentável. Atestado de incompetência pura, aliás.

Volto a postar no próximo dia 30 (uma segunda), mas, dentro do possível, tentarei seguir respondendo os comentários de vocês. Até o final do mês e excelentes dias a todos, João.



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