Paciência com Tite



Bastaram duas sofríveis atuações do Corinthians, 0 a 0 diante do lanterna Náutico, no Pacaembu, e derrota por um gol para o Fogão, no Maracanã, para questionamentos sobre o trabalho de Tite voltarem a ser feitos, agora com mais veemência.

Questionar é sempre bom, mas devemos ir devagar com o andor. E por vários motivos. O principal é que Tite tem ótimos serviços _e bem recentes_ prestados ao Timão, sabe o que está fazendo e sob suas mãos o time pode voltar a jogar bola. Pois capacidade para isso têm _Tite e o Corinthians.

Para melhorar a campanha longe da esperada no Brasileirão, apesar de a equipe ainda lutar para chegar ao G-4, do qual se distanciou um bocadinho nas duas últimas rodadas, muitos apontam a necessidade de um outro atacante, algo que o próprio Tite chegou a cobrar.

É certo que volta e meia Guerrero é convocado para o Peru, Alexandre Pato, para a Seleção, como aconteceu contra Austrália e Portugal, e o Timão perde em poder ofensivo. Tanto que Tite chegou a improvisar o zagueiro Paulo André no ataque contra o Náutico. Mas o problema, a meu ver, é outro.

Se é difícil chegar ao topo, como conseguiram Tite e seus comandados em 2012, ganhando a Libertadores e o Mundial, manter-se lá em cima tampouco é fácil. E depois de ganhar o mundo no ano passado, talvez agora faltem foco e objetivo ao Timão.

O time precisa de uma chacoalhada, sair da zona de conforto, ainda mais tendo conquistado o Paulista e deixando a Libertadores sob aplausos depois dos erros de arbitragem no jogo contra o Boca. Necessita de um tranco, traçar metas e ir, de fato, atrás de novos objetivos.

A acomodação que sinto no time hoje em dia talvez seja natural, mas algo tem que mudar. E não passa, como já querem alguns, pela mudança de técnico. Pois Tite ainda pode dar muitos frutos ao Corinthians. E os jogadores que hoje estão no Parque São Jorge, com uma folha de pagamento em dia superior a R$ 7,5 milhões, também.

Se o título do Brasileiro parece muito distante depois da primeira rodada do returno, o sonho de voltar à Libertadores, via Copa do Brasil ou G-4 do Nacional, ainda é muito possível. Basta querer e trabalhar para isso. Especialmente o mental. Pois aí _na acomodação_ está o grande problema que enfrentam hoje os corintianos.



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