Alex e a Seleção



No Paraná e em outros estados também muitos perguntam se Alex, um dos destaques do Brasileirão, não terá chance na Seleção Brasileira. E a resposta é não, a não ser que Luiz Felipe Scolari mude muito de ideia.

O problema não é Alex ser veterano, prestes a completar 36 anos. Felipão o considera um baita jogador, mas acha que não tem lugar na Seleção, principalmente por sua postura em outras ocasiões. Especialmente em 2002.

Quando ficou fora da Copa Coreia/Japão, que o Brasil venceu dirigido justamente por Scolari, Alex ficou extremamente aborrecido com o treinador pelo “corte” e confidenciou depois que torceu muito contra a Seleção. Nem conseguia assistir aos jogos, tal era sua irritação, e ficou bem chateado quando o time ganhou o penta.

Com a ida de Felipão para Portugal, onde seria vice da Euro e semifinalista da Copa da Alemanha, em 2006, Alex ainda teve oportunidade na Seleção sob o comando de Carlos Alberto Parreira, que hoje trabalha com Scolari.

Jogou pela última vez com a camisa do Brasil em 2005. Na ocasião Parreira o chamou para uma conversa e explicou que não o chamaria para o Mundial de 2006 por achar que não se encaixava no esquema tático que pretendia para a Seleção.

Depois não foi mais lembrado nem por Dunga nem por Mano Menezes. Felipão admira muito o futebol de Alex, mas não vê no jogador do Coritiba o que chama de “espírito de Seleção”, sem dizer que ainda não se esqueceu do episódio de 2002, quando o atleta torceu para o Brasil perder o Mundial.

Num campeonato marcado pela atuação de veteranos, como tem sido o Brasileirão-2013, o que chegou mais perto da convocação foi Zé Roberto, que tem jogado uma barbaridade no Grêmio. Mas ele também tem poucas chances de ser chamado, ainda mais porque o grupo para a Copa está quase fechado.

Dois que seguem esperançosos são Kaká, que até se transferiu para o Milan para ver se ganha mais espaço, e Ronaldinho Gaúcho, que tem jogado muito no Galo, mas se desentendeu com Felipão antes da Copa das Confederações.

Mesmo a ida dos dois, já testados por Scolari no primeiro semestre, segue uma incógnita. Ainda mais porque o Brasil ganhou a Copa das Confederações sem os dois e eles tiveram problemas entre si na Copa da Alemanha, quando a Seleção era treinada por Parreira. E o hoje coordenador do escrete brasileiro não se esquece das confusões fora de campo que marcaram o time naquele Mundial.



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